Tom Hanks
Tom Hanks em Um Lindo Dia na Vizinhança (Divulgação)
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Qual ator você escolheria para interpretar talvez o homem mais bondoso e carismático que já existiu? Difícil não pensar em Tom Hanks, que além de extremamente talentoso, também é conhecido e reconhecido por ser um dos nomes mais queridos de Hollywood. Em Um Lindo Dia na Vizinhança ele entra na pele de ninguém menos que a icônica figura Mr. Rogers.

É difícil ver Hanks na tela e não sorrir. Essa era a mesma sensação que milhões de crianças – e adultos – tinham ao assistir Fred Rogers em seu famoso programa infantil Mister Rogers’ Neighborhood, que foi ao ar durante anos na tv americana.

Com a ajuda de fantoches, maquetes e canções, o apresentador transmitia belas e importantes mensagens ao público, mesmo – e especialmente – quando tratava de assuntos mais complexos.

Sua fama fez com que a revista Esquire, no fim dos anos 90, indicasse um dos seus jornalistas para escrever um perfil de Rogers para uma edição especial. O escolhido foi Tom Junod – à contragosto do próprio – conhecido por um temperamento complicado e por literalmente não medir palavras sobre seus entrevistados. O que ele não imaginava era que esse encontro mudaria sua vida para sempre.

No filme, o escritor é vivido por Matthew Rhys sob o pseudônimo de Lloyd Vogel, casado e pai de um bebê. A batalha constante de Vogel contra o mundo vêm dos seus próprios traumas: ele e a irmã foram abandonados pelo pai (Chris Cooper) ainda crianças enquanto a mãe adoecia e morria em uma cama de hospital. Lloyd, compreensivamente, nunca o perdoou.

Se a descrição da trama não parece ser exatamente aquela de uma biografia, é justamente porque Um Lindo Dia na Vizinhança não se trata disso. O filme mantém Rogers como uma presença que não só estimula a vida do jornalista para melhor, como também a de todos à sua volta. Ele não existe no longa para ser “explicado” ou desvendado, e sim apreciado por suas ações e suas contribuições.

Aos poucos, Vogel desiste de tentar encontrar possíveis falhas no caráter de alguém aparentemente perfeito (Fred era também um ex-pastor da Igreja Presbiteriana) e passa a olhar para si mesmo com outros olhos, de perdão e aceitação. Reatar o relacionamento com o pai, agora idoso e com sérios problemas de saúde, assim como com a esposa, é como retirar um imenso peso das costas. 

Marielle Heller (Poderia Me Perdoar?) conduz o longa com delicadeza, explorando sequências nas quais o real e o imaginário se misturam, e Hanks entrega também não uma caricatura, mas sua própria homenagem à lenda da telinha. Um Lindo Dia na Vizinhança simplesmente pede que sejamos mais humanos, mais carinhosos com nós mesmos e aqueles que nos cercam. Quem dera, teríamos um mundo bem melhor.  

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