Sophie Turner e Jessica Chastain em X-Men: Fênix Negra (2019); 20th Century Fox/Marvel
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Em X-Men: Fênix Negra, último capítulo da mais recente fase da franquia, com direção de Simon Kinberg (Deadpool), os X-Men precisam lutar contra um poder maior e mais destrutivo do que qualquer coisa que já enfrentaram: um membro de sua própria equipe. Sophie Turner (Game of Thrones) retorna na pele de Jean Grey, mais confusa e dividida do que nunca, e essa vulnerabilidade se mostrará extremamente perigosa não só para os seus amigos mutantes como para os humanos.

Dez anos após os acontecimentos de “Apocalipse”, os X-Men nunca estiveram melhores: com status de super heróis, com direito a fan clube e brinquedos colecionáveis, a atmosfera é de harmonia com os humanos e agradecimento mútuo: desde que os mutantes estejam à disposição ao toque de um telefonema, as perseguições e hostilidades cessarão. Por trás da fachada, entretanto, Mística, interpretada por uma Jennifer Lawrence cuja atuação reflete sua gritante falta de interesse pela franquia, começa a questionar qual o papel dos X-Men nessa nova realidade, uma vez que Charles (James McAvoy) parece não hesitar em colocar seus alunos em perigo durante uma missão após a outra, tudo para manter a política da boa vizinhança intacta.

E é justamente em uma delas, o resgate de um grupo de astronautas à deriva no espaço, que Jean, Mística, Fera (Nicholas Hoult), Scott (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Mercúrio (Evans Peters) se deparam com uma força cósmica desconhecida e impossível de controlar que ameaça destruir a todos – ou assim parece. Após tomar a decisão de se sacrificar para salvar os amigos, Jean é atingida em cheio pelos raios, e ao invés de ser destruída devido aos altos níveis de radiação, absorve o poder misterioso. A partir daí sua mudança é rápida e visível, seus poderes aumentam exponencialmente, e logo os mutantes – e mais importante a própria Jean – não conseguem mais controlá-los.

Novos pontos de vista

Jessica Chastain é a nova adição ao elenco, e sua personagem tenta convencer a mutante de que seus poderes não devem ser fonte de medo e reprimidos, mas sim explorados para além dos seus limites, ao mesmo tempo que a explora para seus próprios fins. Para os familiarizados com “X-Men: Confronto Final” de 2006, o destino de Jean não é nenhuma surpresa, mas Sophie Turner faz um ótimo trabalho ao expressar a vulnerabilidade e o turbilhão de emoções enfrentado pela personagem. Seu talento está muito mais próximo dos níveis de McAvoy e Fassbender do que do restante do elenco juvenil. Outro ponto positivo do longa, é a maneira como explora um lado até então desconhecido de Xavier, uma mistura de vaidade e autoritarismo; assim como um Erik (Fassbender) que parece ter desistido de lutar pelo seu ideal de supremacia mutante.

A fase de X-Men que se encerra com “Fênix Negra” teve início com “Primeira Classe”, que é sem dúvida seu capítulo mais interessante e bem realizado, seguido de “Dias de um Futuro Esquecido”. Desde de “Apocalipse” o tom da franquia se tornou mais genérico e menos especial, tanto em execução quanto em elenco: os jovens mutantes definitivamente não compartilham do mesmo carisma e presença de tela de McAvoy e Fassbender. O filme tem algumas surpresas, e termina com uma ode aos velhos tempos e em tom de esperança, especialmente se pensarmos na passagem da série do domínio da Fox para a Disney, e consequentemente para a Marvel, onde será reestruturada e relançada. Resta aguardar e conferir se os mutantes retornarão das cinzas tal qual a fênix, preferencialmente melhores. “X-Men: Fênix Negra” estreia em 06 de junho nos cinemas.

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