Woody Harrelson é um dos destaques de Zumbilândia: Atire Duas Vezes (Divulgação/Sony Pictures)

Há uma década, o cineasta Ruben Fleischer (“Venom”) apostava alto nos zumbis, temática que estava em destaque na cultura pop após The Walking Dead tornar-se um fenômeno e dar o pontapé inicial numa safra de produções do gênero. Com “Zumbilândia”, o diretor deu a sua visão para um universo zumbi onde humanos não só tentam sobreviver, mas enfrentam sem piedade os mortos-vivos, com um pitada – ou porque não “uma mão” – de humor.

Agora, a mente por trás de outras produções de sucesso como “Caça aos Gângsteres” (2013) retorna as telonas com Zumbilândia: Atire Duas Vezes. A sequência novamente gira em torno do quarteto Columbus, Tallahassee, Wichita e Little Rock, que se uniu no primeiro filme para sobreviver à epidemia zumbi e agora procura um lugar para viver em segurança, já que os mortos-vivos continuam perambulando pelos Estados Unidos.

Nessa jornada, a Casa Branca e um shopping viram cenários importantes, principalmente para o surgimento de uma nova personagem – Madison, interpretada por Zoey Deutch, que é nitidamente o escape cômico do filme, seja pelas suas tiradas desprovidas de inteligência, pelo seu perfil de patricinha ou mesmo pela sua inocência.

Além da personagem bobinha mas bastante divertida, vemos o retorno do forte elenco do primeiro filme. Se na aquela época Fleischer apostava – além de Woody Harrelson (que já tinha carreira firmada em Hollywood) – em promessas do cinema, em Zumbilândia: Atire Duas Vezes foi a hora de resgatar os nomes que se tornaram fortes como a “Oscarizada” Emma Stone (“La La Land”) e os indicados ao prêmio máximo da sétima arte Jesse Eisenberg (“A Rede Social”) e Abigail Breslin (“Pequena Miss Sunshine”).

Talentos à parte, vemos o elenco de volta e retomando seus papéis carregados de canastrice (mas muito bons de mira).

O roteiro do trio Rhet Reese (“Deadpool”), Paul Wernick (“Vida”) e Dave Callaham (“Os Mercenários”) deixa poucas pontas soltas, valorizando as relações interpessoais do quarteto (que por um tempo vira quinteto) e usando os zumbis e a evolução da epidemia como pano de fundo par a jornada destes sobreviventes.

De um começo didático que vai de enciclopédia zumbi a dicionário de ícones da cultura pop, o filme evolui e recupera o fôlego mais a frente com um desfecho apoteótico, mergulhando os personagens numa verdadeira guerra contra os mortos-vivos. Misturando ação, suspense, humor e romance de forma bastante acertada, Zumbilândia: Atire Duas Vezes se mostra superior ao seu antecessor e é garantia de diversão nas salas de cinema.

 

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