Depois de Game of Thrones, Kit Harington diz que não quer mais viver papéis heroicos; entenda

Jon Snow (Kit Harington) em Game Of Thrones
Jon Snow (Kit Harington) em Game Of Thrones (Divulgação/ HBO)

Depois de ser lançado ao estrelado vivendo Jon Snow de Game of Thrones, o ator Kit Harington tomou uma decisão: Não quer mais interpretar tipos heroicos como o famoso personagem no cinema e na TV. Atualmente ele está na série Criminal: UK, como um policial britânico, mas deve voltar muito em breve a interpretar um personagem que tem um quê de semelhanças com o bastardo da série da HBO: trata-se do Cavaleiro Negro, de Os Eternos da Marvel.

Em uma entrevista para o jornal The Telegraph, Harington explicou que o arquétipo que tem vivido do herói que não consegue colocar para fora suas emoções, reforça a noção de que homens fortes evitam discutir suas emoções porque são um sinal de fraqueza. Ele teoriza que a mentalidade resulta de um trauma hereditário que se originou durante a Segunda Guerra Mundial e disse que não é mais um papel masculino que o público precisa ver.

“Eu sinto que emocionalmente os homens têm um problema, um bloqueio, e esse bloqueio veio da Segunda Guerra Mundial, passado de avô para pai para filho. Não falamos sobre como nos sentimos porque mostra fraqueza, porque não é masculino. Tendo retratado um homem silencioso, que foi heroico, sinto que daqui para frente esse é um papel que não quero mais desempenhar”, disse ele. “Não é um papel masculino que o mundo precisa ver muito mais.”

Harington também lembrou da maneira fluida de gênero com que sua mãe o criou, encorajando-o a brincar com brinquedos desenvolvidos para meninas e meninos e comprando uma boneca para ele quando ele pedia uma figura de ação. Ao relembrar essa memória, Harington reforçou suas convicções sobre a busca de novos retratos da masculinidade. “Eu pedi um Mighty Max e ela me comprou uma Polly Pocket. Eu pedi um Action Man e ganhei uma boneca – era muito fluido de gênero desde o início. E eu vivi sendo assim”, completou o ator de 33 anos que já bateu o martelo, e recusará daqui para frente qualquer papel de homem reprimido.