Diretor da Netflix revela grandes mudanças no esquema de produção pós pandemia

Netflix logo N
Netflix logo N (Reprodução)

Ninguém mais duvida que a pandemia causada pelo novo coronavírus conseguiu destruir o modelo como a produção de televisão e filmes é feita atualmente, e Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix sabe disso melhor que ninguém. Enquanto as séries e filmes da empresa seguem sem previsão de retorno nos Estados Unidos, que conseguiu se tornar o epicentro da doença, muito motivado pela descrença de seus representantes, outros países começam a ter uma abertura lenta.

Sarandos escreveu um artigo para jornal Los Angeles Time na última segunda-feira, 04 de maio em que explicou a forma como se trabalha hoje em dia e o que precisa ser modificado. “As filmagens geralmente ocorrem em ambientes íntimos e de alto toque, com dezenas de artistas e artesãos trabalhando juntos em prazos apertados”, disse.

“Embora tenhamos que mudar esse processo – em alguns casos dramaticamente – para garantir a segurança do elenco e da equipe durante essa pandemia, a natureza fechada dos sets também oferece algumas vantagens. Além disso, eles fornecem um ambiente relativamente controlado, onde podemos rastrear quem entra e sai”, continuou ele que explicou que em alguns países como Japão, Coréia do Sul e Islândia, a gigante do streaming já conseguirá colocar suas câmeras operando novamente. A previsão é que neste mês, seja possível voltar a filmar na Suécia e em julho na Noruega.

Mas cada caso é um caso! Na Suécia por exemplo, a Netflix vai adotar o esquema de colocar os trabalhadores em quarentena por 14 dias antes de voltar ao trabalho, e após as gravações, eles ficarão em quarentena juntos no mesmo lugar por 11 dias. O país não está fazendo testes na população, e possui ainda que um número baixo de óbitos, o valor mais alto entre os países que o rodeiam.  Sarandos explica, que a mudança em alguns aspectos valerá para todos os países do mundo, como a substituição de buffets para os atores, por refeições que chegam prontas, e um up nos equipamentos de higiene. “O negócio de dar vida a histórias na tela baseia-se em parceria e confiança. Só progrediremos se todos que retornarem ao set, estejam na frente ou atrás da câmera, se sentirem seguros em fazê-lo. Sem essa confiança básica, o processo criativo falha”, finalizou ele.