Diretor de 365 Days abre o jogo sobre comparações com 50 Tons de Cinza

365 Dias (Imagem: Divulgação)



O sucesso do novo longa-metragem da Netflix, 365 Days tem sido apontado pelas semelhanças com outra obra de cunho erótico 50 Tons de Cinza. Devido às comparações, muitos classificam o filme polonês inspirado nos livros da Blanka Lipinska, como um “pornô leve”, devido às cenas de sexo mais pesadas do que as protagonizadas por Christian Grey e Anastácia.

Bartek Cierlica, diretor de fotografia do longa-metragem, reagiu às comparações em uma entrevista para a Variety. Reconhecendo a influência de 50 Tons de Cinza, o profissional citou A Bela e a Fera, chegando a dizer que “365 Days” é uma “interpretação moderna” do conto.

“Um homem rico e lindo que abre a porta de uma nova vida e experiências sexuais para uma heroína. Mas, em 365 Days, a heroína é mais forte do que as garotas dos velhos contos”.

A Variety chega a descrever a obra como sendo um “pornô rico”, o que não incomoda o cineasta. “Eu não sei se me ofendo ou se me sinto lisonjeado”, brincou. De acordo com ele, o objetivo do filme não é ser pornográfico, mas sim contar um romance a partir da evolução sexual.

“Cada cena de sexo no filme é diferente. A relação evolui. Começa com o medo do desconhecido e a tentação. Evolui para puro sexo com Bondage e termina com amor”, descreveu Cierlica

365 Days (365 DNI) é baseado no livro de Blanka Lipinska e pode ser considerado como uma resposta ao romance erótico que tornou-se febre no início da década passada escrito por E.L. James.

A história gira em torno de Laura (Anna-Maria Sieklucka), uma jovem que decide passar as suas férias na Itália. Porém, acaba sendo surpreendida com um sequestro na Sicília, pelo jovem chefe da máfia italiana Massimo(Michele Morrone), que tenta, dentro de um período de 365 dias, fazer com que ela se apaixone por ele.