Diretor de Duna diz que trabalho remoto teve impacto negativo no filme

Duna (Imagem: Divulgação/ Warner Bros./ Vanity Fair)

O diretor Denis Villeneuve, que está à frente de Duna, filme da Warner Bros. programado para chegar aos cinemas em dezembro está sentindo a pressão de conseguir realizar as filmagens com as delicadezas exigidas pela pandemia. Em uma entrevista para a IndieWire para promover o festival de Cinema de Xangai, ele contou que conseguiu dividir seus trabalhos em suas partes, e estava preparado para a segunda metade das filmagens quando as interrupções de todos os trabalhos em Hollywood aconteceu.

“Estávamos prestes a terminar algumas filmagens… o filme estava quase terminado. Duna foi feita de uma maneira incomum, que é a filmagem principal. Depois editei essa parte do filme e planejava voltar a filmar alguns elementos mais tarde, porque queria reajustar o filme – precisava de tempo, e é um luxo que eu tive [antes da pandemia] … Quando o vírus atingiu a América do Norte estávamos prestes a voltar a fazer esses elementos”.

Neste mês de agosto, o diretor que combinou com a Warner que faria o longa contanto que pudesse dividi-lo em dois filmes (o estúdio ainda não confirmou um segundo longa) voltará para terminar suas filmagens, porém segundo ele, se antes já seria complicado reunir todas as cenas para fazer ajustes, isso agora se tornou um trabalho insano devido ao curto tempo até dezembro.

“O impacto [da pandemia] foi que isso acabou com minha agenda no momento. Será uma corrida para terminar o filme na hora certa. Nos foi permitido voltar a filmar – voltaremos a filmar esses elementos em algumas semanas, e que deveríamos ter filmado antes. Isso significava que eu também tinha que terminar alguns elementos do filme, como efeitos visuais e a edição em Montreal, quando minha equipe ficou em Los Angeles”, lamentou o atraso.

“Como diretor, direi que há coisas que podem ser feitas remotamente para lidar com a tecnologia, que toda a supervisão de efeitos visuais com alguns equipamentos é fácil de fazer de longe… para mim, a grande lição disso é que pensei que seria é possível editar à distância, com o meu editor [Joe Walker] compartilhando com os computadores, estando longe um do outro, mas percebo o quanto a edição é como tocar música com alguém e você precisa estar na mesma sala. Quero dizer, há algo sobre a interação, interação humana, espontaneidade, a energia na sala. Realmente sinto falta de não estar na mesma sala do meu editor”.