Diretor de Esquadrão Suicida fala sobre possível ‘Ayer Cut’ do filme

David Ayer (Foto: Mike Marsland/WireImage)

Zack Snyder e seus fãs fiéis conseguiram um feito único, raramente visto na indústria cinematográfica, conseguir lançar uma nova versão de um filme que foi alterado originalmente por inúmeros fatores, e tem gente querendo garantir os mesmos privilégios, como David Ayer diretor de Esquadrão Suicida, lançado em 2016.

Na época do lançamento do longa, houve praticamente um levante contra o filme, tanto por parte da crítica, quando do público, que não foi nada gentil com a história vista nas telonas. Historicamente, as obras da DC sempre foram problemáticas devido à sua parceria com a Warner Bros., e a intromissão das empresas nas decisões criativas dos diretores envolvidos.

Mas tanto em Liga da Justiça, como em Esquadrão Suicida, parecia que companhias estavam dispostas a tudo, e acabaram colocando os produtos principais em risco. Antes mesmo de ir para os cinemas, a Warner acreditou que Esquadrão Suicida estava muito longo, muito sombrio e temia uma reação negativa do público, como aconteceu em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que era um filme denso, com diversas subtramas.

Para tentar ajustar tudo ao jeito Marvel de ser (menos artístico, mais comercial, e de fácil compreensão), o estúdio recorreu à edição, e o resultado final pareceu mais um filme videoclipado. Agora, ao percebeu que Snyder garantiu o direito de contar a sua história, David Ayer, foi ao Twitter fazer uma espécie de campanha para que o mesmo aconteça com sua obra até hoje criticada. Primeiro ele compartilhou fotos dos roteiros do filme como quem não quer nada.

Um fã questionou a Ayer se existe algum impedimento legal para que sua versão de Esquadrão Suicida possa sair, e ele respondeu: “Simplesmente não é a minha propriedade intelectual. Eu amo a WB, sempre foi a minha casa. Respeito e apoio totalmente o caminho que o DCEU está seguindo sob sua administração. Meu corte de Esquadrão Suicida sempre será um boato. E está tudo bem”, disse. Há algumas semanas, porém, ao ver as críticas feitas a Jared Leto, o diretor saiu em defesa do ator, dizendo que se um dia o público tivesse oportunidade de ver todas as cenas cortadas, veriam que o Coringa dele foi incrível.

“Temos um pedaço, há definitivamente mais de 10 minutos de material lá. Mas essa parte do filme é a minha parte, não existe um universo paralelo. O filme lançado é meu mesmo”, disse ele anteriormente ao site Collider. “E essa é a coisa mais difícil de filmar. Faz cenas incríveis, e fica órfão delas porque o filme é uma ditadura (risos), não uma democracia. Só porque é legal não significa que vai sobreviver ao corte final”.