Diretor de Logan explica o motivo de preferir fazer filmes com classificação +18

Hugh Jackman em cena de Logan (Imagem: Reprodução)

Quando Logan chegou aos cinemas, Deadpool tinha acabado de abrir um caminho interessante para os filmes de quadrinhos: A classificação para maiores de 18 anos, chamada nos Estados Unidos de Rated-R. Com o êxito comercial e de crítica alcançado pelo filme, o público passou a se perguntar qual o próximo longa baseado em quadrinhos teria este mesmo tratamento.

E aconteceu justamente com Logan, última aparição de Hugh Jackman como Wolverine, personagem de X-Men. Dirigido por James Mangold, o filme só conseguiu ganhar uma classificação voltada para adultos, por causa do sucesso do mercenário falador, o que facilitou a aceitação da Fox. Com isso, o cineasta conseguiria levar seu filme para lugares mais complexos do que a comum classificação 13 anos que existe por lá (14 anos por aqui).

Mangold fará uma Watch Party do filme na noite desta quarta-feira, 27 de maio, mas antes conversou com o site ComicBook.com, e explicou o motivo de ter escolhido fazer um filme menos abrangente no quesito classificação etária. “Quando surgiu a oportunidade, percebi que teria mais liberdade [criativa]. Inclusive troque orçamento, por maior liberdade”.

“Eu disse ao estúdio que faria o filme se ele pudesse ser classificado como para maiores de 18, e que para mim, não era sobre uma questão de incluir violência, embora certamente isso faça parte”, explicou ele em relação a temas mais pesados e emocionais que fariam parte da obra.

“Quando você faz um filme classificado como R, ele não é mais comercializado para crianças de nove anos, e quando ele não é comercializado assim há outras mudanças de bastidores. O estúdio não antecipa que o filme será voltado para famílias, e com isso geram-se mais encargos narrativos do que apenas linguagem, violência ou sexo”, completou o cineasta.

“Com isso, o nível de interpretação do filme sobe, a duração das cenas pode ser maior, assim como podemos dar maiores respiros, tempos para reflexão e abordar temas complexos, porque você não precisa ficar atendendo [à parcela de público infantil]. Você não está mais fazendo uma ‘refeição feliz’, está fazendo algo para adultos, que podem engolir muita coisa”, continuou Mangold que revelou que parte do que o atrai nas histórias em quadrinhos não tem a ver com o infantil.