Diretor de O Homem Invisível revela que se apaixonou por cenas cortadas do filme

Leigh Whannell, diretor de Homem Invisível
Leigh Whannell, diretor de Homem Invisível (Reprodução)

Desde que a Universal se uniu à Blumhouse para reiniciar seu universo de monstros a empresa tomou um novo fôlego. O Homem Invisível lançado no início deste ano foi uma prova que a parceria pode ser criativamente brilhante. Com críticas positivas, e aprovação do público sobretudo indo precocemente para o streaming devido ao surto de coronavírus que impediu que o filme continuasse nos cinemas, ele se tornou o novo cartão de visitas da Blumhouse.

Em entrevista com o Jason Blum, produtor executivo e Leigh Whannell, diretor do longa, eles contaram algumas curiosidades, entre elas que o filme teve muitas cenas excluídas, alegando até que o primeiro rascunho do roteiro era um tanto diferente do que foi visto.

“Na verdade, o primeiro rascunho teve uma cena diferente. O primeiro rascunho que escrevi teve uma cena que ocorreu depois que ela escapou – acho que posso revelar isso agora – e era apenas um tema totalmente diferente. Mas conversando com o pessoal da Blumhouse, posso creditar isso a Jason Blum e Cooper Samuelson, eles disseram que era melhor começar o filme com mais ação. Então através de uma conversa com eles, percebi que era melhor”, disse o diretor e roteirista.

Ele ainda disse que inicialmente o filme foi planejado para ter 1h30, porém com todas as cenas que ele queria incluir ficaria muito tempo, e ganhou carta verde para fazer mesmo assim, mas preferiu o corte. “Bem, há muitas cenas excluídas neste vídeo. Eu acho que o primeiro corte foi assim, 2 horas e 45 minutos. E Jason disse: ‘Tudo bem. Você pode liberar isso’. E eu disse: ‘Isso é loucura. Isso é muito tempo’”, brincou ele, relatando depois como aconteceu tudo.

“Jason apenas gritou comigo no telefone. Ele disse: ‘90 minutos!’ Ele nem sabia em que filme eu estava trabalhando, ele apenas disse: ‘90 minutos!’. Mas falando sério, é engraçado fazer um filme porque tem cenas que você se apaixona por elas quando filma, e cortá-las, é como matar seus entes queridos. A maneira mais rápida de fazer isso é uma triagem de teste. De repente você percebe que uma cena que ama, a plateia odeia, e você quer cortar imediatamente, quase com bisturi. Se a plateia começa a se mexer demais, pegar o telefone, você pensa ‘já era’”, completou.