Diretor de Quarteto Fantástico revela INFERNO que viveu com filme

Trank dirigindo Quarteto Fantástico
Trank dirigindo Quarteto Fantástico (Divulgação)

Personagens consagrados, mas um fracasso retumbante. Isso foi o que aconteceu com Quarteto Fantástico, de 2015, que teve uma péssima repercussão entre o público. Seu diretor, Josh Trank em entrevista ao site Polygon contou que acredita que os espectadores não lidaram bem com o clima sombrio proposto por ele no longa, mas esse não foi o único problema que ele enfrentou.

Quando a Fox contratou Trank, já tinha tentado fazer com que outros diretores como Akiva Goldsman pegassem o projeto e lhe dessem uma cara nova, o que não funcionou. O estúdio ofereceu a Josh Trank dirigir qualquer filme, mas seu espírito rebelde dizia que ele deveria fazer, não mais um filme do Quarteto Fantástico (como os feitos nos anos 2000), mas um filme com outra visão sobre os heróis.

Como filmes sombrios como Batman de Nolan faziam sucesso com público ele seguiu por ele caminho, mas contou que se sentiu morto por dentro ao ler a chuva de críticas ao filme. O diretor de 36 anos relembra que ao mostrar o primeiro corte do filme para os diretores da Fox, eles disseram que o filme era soturno demais, e não gostaram quando ele disse que essa era a ideia.

Os executivos então decidiram reescrever inúmeras cenas do filme, e contrataram diversos novos roteiristas para isso, porque achavam que faltava comédia, além de colocarem outros profissionais para supervisionar a direção feita por Trank: “Foi como ser castrado. Você está lá, basicamente assistindo os produtores definindo as cenas cinco minutos antes de você chegar, com editores contratados pelo estúdio decidindo a sequência que construiriam e o que precisavam. E, então, porque sabem que você está sendo legal, eles são simpáticos dizendo ‘isso parece bom?’. Você pode dizer sim ou não”, e ele contou que disse ‘sim’, pois queria manter seu trabalho.

Antes disso ele já havia se desentendido com o ator Miles Teller, numa discussão que chegou a quase agressão física, segundo o diretor porque Miles já sentia uma grande estrela, e ele próprio havia coberto seu monitor para que os atores não vissem as cenas logo após as filmagens. Os desentendimentos chegaram até a Lucasfilm, que o tirou do filme de Star Wars que ele comandaria para evitar problemas.  Segundo ele, a regravação matou a história do filme original, algo que chegou a tuitar na época.