Diretor de TWD explica saída de Rick e Michonne

Michonne
Michonne, de The Walking Dead (Reprodução/YouTube – Rotten Tomatoes TV)

A saída dos personagens Rick Grimes (vivido pelo ator Andrew Lincoln) e Michonne (interpretada pela atriz Danai Gurira) de The Walking Dead causou um reboliço entre os fãs e espectadores mais assíduos da série. Muitos começaram a se perguntar o que levou à retirada dos dois da atração. Depois do anúncio dos filmes de The Walking Dead, o público começou a cogitar que se tratava de uma saída publicitária, no intuito de reservar os personagens para os filmes. Entretanto, parece que não foi bem assim.

Isso porque, recentemente, em entrevista ao podcast do site de notícias de entretenimento The Hollywood Reporter, o diretor de conteúdo da série The Walking Dead, o produtor Scott Gimple, que também está encarregado da trilogia de filmes que será produzida a partir da série, revelou que a saída dos personagens Rick e Michonne não teve a intenção de se tornar uma estratégia promocional. “Bem, eu não acho que a conversa [o reboliço entre os fãs], necessariamente, impactou a narrativa, parcialmente porque nós trabalhamos muito à frente dos debates começarem”, iniciou Gimple.

E completou: “Além disso, você não consegue monitorar esse tipo de repercussão quando está tentando contar uma história. Mas, por outro lado, é interessante o fato dessa saída ter se tornado uma parte tão grande das conversas sobre The Walking Dead. Mas, obviamente, isso nunca foi algo que teve o propósito de ser promocional”. Vale lembrar que a trilogia de filmes que será iniciada em 2020 vai girar em torno do personagem Rick Grimes.

Apesar disso, os filmes serão voltados para o público que nunca teve contato com a série The Walking Dead, isto é, espectadores que não estão acostumados com o universo da franquia, conforme revelou Gimple também ao The Hollywood Reporter. “É uma coisa diferente e acho que, de certa forma, é sobre a completude da história, cumprindo o personagem de Rick Grimes e levando as pessoas a um passeio emocionante. É um formato diferente, você sabe, filmes não são televisão. Tem havido muita conversa sobre programas de TV serem como um filme longo. Há uma arte real em fazer esse entretenimento de 90 minutos e 120 minutos – as luzes se apagam, você é levado para outro lugar, as luzes se acendem e você esqueceu que estava fora. É um tipo diferente de desafio e estou adorando enfrentá-lo”, explicou.

Possui Mestrado em Comunicação e Graduação em Jornalismo. Pesquisa cultura pop e também trabalha com o tema.