Diretor do primeiro Thor conta o que pensa sobre mudança do personagem nos últimos filmes

Kenneth Branagh (Divulgação)

O diretor Kenneth Branagh está se preparando para lançar Artemis Fowl: O Mundo Secreto. O filme havia sido planejado para estrear nos cinemas, mas foi movido para o Disney+, streaming da Disney devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. Por alguns anos, porém, o cineasta foi responsável pelos filmes do herói Thor, vivido por Chris Hemsworth, e falou um pouco sobre isso numa entrevista para o site americano Comicbook.com.

Branagh explicou um pouco do crescimento do personagem, que antes tinha como motivação ser governante de Asgard, e nem sempre tinha decisões sábias, nem mesmo atribuindo valor devido àqueles que estavam à sua volta.

“De certa forma, acho que colocamos algum lastro emocional na frente da história, o que significa que ele poderia se movimentar e se desenvolver de todas as maneiras extraordinárias que os quadrinhos de Thor fazem. Há uma incrível diversidade de histórias e desenvolvimento de personagens nos 50 e poucos anos de quadrinhos. Os filmes agora estão fazendo isso com o personagem”, disparou ele, que viu o herói mimado, virar um líder, possivelmente aquele que estará como o grande nome da fase quatro da Marvel.

Segundo o diretor, não foi nada fácil inserir Thor no universo dos Vingadores, devido a ser o primeiro personagem com origem cósmica que iria aparecer nas telas, antes mesmo dos Guardiões da Galáxia ou Thanos, e ele canalizou sua energia no roteiro.

“Achei que era realmente importante que tudo o que montássemos lá fosse feito de forma correta, como ele ser banido, seu começo bruto, seu relacionamento difícil com seu pai e seu irmão”, explicou.

“Todas essas coisas sempre teriam um tremendo potencial se pudéssemos fazer as pessoas se conectarem a elas com a autenticidade dos sentimentos do personagem. Acho que eles [Marvel] se comprometeram completamente com isso e o público também. Então, o mundo era sua ostra em termos de onde eles poderiam ir. Nesse sentido, há um paralelo com os quadrinhos: temos algo certo que permite que os personagens voem”, continuou.