Diretor explica final CHOCANTE do filme O Poço

O Poço
O Poço (Imagem: Divulgação)

Galder Gaztelu-Urrutia, diretor de O Poço, resolveu comentar em entrevista ao Digital Spy sobre o final do filme, que muita gente não está entendendo por simplesmente deixar uma mensagem no ar, e não ser objetivo a respeito do que realmente quis dizer.

“Certamente achamos que deve haver uma melhor distribuição da riqueza, mas o filme não é estritamente sobre o capitalismo. Pode haver uma crítica ao capitalismo desde o início, mas mostramos que, assim que Goreng e Baharat experimentam o socialismo para convencer os outros prisioneiros a compartilharem de boa vontade sua comida, eles acabam matando metade das pessoas que pretendem ajudar”, inicia.

“No final, o problema surge quando você tenta exigir a colaboração de todos, e você vê que não há grandes conquistas até o desfecho. Goreng faz o que ele se propôs a fazer ao trazer a panna cotta e a criança para o nível mais baixo. Mas ele não mudou de ideia sobre compartilhar a comida. Para mim, esse nível mais baixo não existe. Goreng está morto antes de ele chegar, e essa é apenas sua interpretação do que ele sentiu que tinha que fazer”, segue o diretor, sobre a luz que surge junto aos personagens no final, dando realmente essa perspectiva de morte.

“No final, eu queria que fosse aberto à interpretação, se o plano funcionou e os superiores se importam com as pessoas na cova. Na verdade, filmamos um final diferente da garota que chega ao primeiro nível, mas a eliminamos do filme. Vou deixar o que acontece com a sua imaginação.” finalizou Galder Gaztelu-Urrutia.

O Poço tem sido visto pelos assinantes da Netflix como um dos filmes mais perturbadores já disponibilizados pela plataforma de streaming. E realmente é, no famoso estilo só quem assistiu sabe. E vale conferir, faz pensar a respeito desse momento difícil que vivemos por conta do surto de coronavírus.

Jornalista especializado em entretenimento, consumista de streaming e cinemaníaco de carteirinha.