Diretora de Mulan revela que não se intimidou com detalhe envolvendo produção do filme

Mulan
Mulan (Foto: Divulgação)

No próximo dia 26 de março, o público brasileiro poderá conferir a estreia do novo live action da Disney: Mulan, que é até hoje o filme dirigido por uma mulher com o orçamento mais alto. Para que o longa épico fosse produzido foram gastos cerca de 200 milhões de dólares, sem contar os custos de marketing locais em diferentes praças. A diretora Niki Caro, indicada ao Oscar por Encantadora de Baleias, e Terra Fria é a responsável por comandar o projeto ambicioso.

E ela garantiu em entrevista ao site IndieWire, que embora tivessem vários percalços no caminho, o orçamento nunca foi um obstáculo tampouco um fator que chegou a intimidá-la. “A coisa intimidadora era minha responsabilidade com a história, o estúdio e o público. Quanto ao orçamento, não, não fiquei intimidada. Com todos os filmes que fiz, incluindo Encantadora de Baleias, tive uma visão muito maior do que o orçamento permitido. Portanto, desta vez, ser capaz de ter um orçamento igual à visão muito épica que tinha na minha cabeça foi realmente muito gratificante”, contou.

Os 200 milhões de dólares em produção foram necessários, pois a Casa do Mickey Mouse queria dar ao longa a sensação de um verdadeiro épico de guerra, em larga escala, o que na prática significam gastos com locações, equipamentos, e milhares de figurantes, além de efeitos visuais. Mas até agora o filme tem uma grande preocupação em relação a sua bilheteria superar seus investimentos, já que seu principal mercado, a China, se encontra agora anulado devido ao coronavírus, inclusive com o lançamento do longa adiado por lá.

O filme já havia sido alvo de polêmicas quando a atriz principal Liu Yifei, compartilhou uma mensagem de apoio ao governo chinês, se colocando contra uma manifestação popular pró democracia, que visava a luta por direitos no país. O posicionamento da estrela foi malvisto e um boicote ao filme foi proposto. Até o mês de fevereiro, uma pesquisa mostrou que muitas pessoas ainda estavam aderidas ao movimento de boicote, algo que não chegou a preocupar a Disney tanto como o fechamento dos cinemas.