Diretora de Mulher-Maravilha 1984 revela inspiração SURPREENDENTE para o vilão Maxwell Lord

Pedro Pascal como Maxwell Lord (Divulgação / DC)
Pedro Pascal como Maxwell Lord (Divulgação / DC)

De acordo com a diretora de Mulher-Maravilha 1984, Patty Jenkins, o vilão Maxwell Lord foi inspirado no atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi dada pela cineasta em uma entrevista a revista Screen Rant. Jenkins afirmou ter evitado que o vilão do filme parecesse com Ronald Reagan, ocupante da Casa Branca durante a década de 1980.

“Ele [Trump] é um deles [inspiração para o vilão]. Quer dizer, honestamente, o engraçado é que ele é [uma influência]… Nós até temos o presidente neste filme, e eu me esforcei para não fazer parecer Ronald Reagan. Não quero ser política, não se trata de ser política”, explicou Jenkins.

“Trump é definitivamente uma das pessoas que examinamos [para o papel]”, disse ela. Jenkins também citou os yuppies dos anos 1980, como inspiração: “Esses tipos com sucesso nos negócios, que eram grandes nos anos 80. Que se tornaram [hoje] os principais jogadores em nosso mundo de outras maneiras potencialmente questionáveis”, afirmou.

Além de Trump, outra influência para o vilão Maxwell Lord (Pedro Pascal), é o consultor financeiro Bernard Madoff, conhecido como Bernie. O empresário bilionário é presidente de uma sociedade de investimento, criada na década de 1960, e ficou famoso após ser preso pelo FBI em 2008 por fraudes na sua conta pessoal que continham movimentações de US$ 65 bilhões.

“Na verdade, uma grande influência desse filme também foi Madoff. Essas histórias do jovem Madoff me fascinam, porque eu fico tipo, ‘Como você acabou sendo Bernie Madoff?’. E quando você realmente começa a rastrear essa história, é tipo, tudo começou de uma maneira que fazia sentido, e ele estava pagando, e então fazendo isso [transações para sua conta pessoal]. E então você simplesmente se torna um cara malvado quando nem mesmo percebe o que está acontecendo”, disse ela.

Apesar disso, Jenkins reiterou que a ideia não é fazer um filme político. Para ela, trata-se de uma reflexão sobre temas mais abrangentes, dos quais a política é mais um componente: “Todo mundo precisa olhar para si mesmo agora, e para nossa política, nosso sistema de crenças em excesso”.

Em entrevistas anteriores, a diretora já havia afirmado que a sequência de Mulher-Maravilha abordaria questões contemporâneas. Adiado pelo covid-19 é esperado agora que o filme estreie no dia 02 de outubro nos Estados Unidos.

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