Diretora de Selma faz revelação IMPACTANTE sobre o Oscar

Selma (Imagem: Divulgação)

Os protestos nos Estados Unidos, em decorrência do assassinato de George Floyd, fez vir à tona uma velha história em Hollywood, o boicote do filme Selma: uma Luta pela Igualdade, no Oscar de 2015, como resposta a um protesto contra a violência policial feito pelo elenco do filme.  É o que revela o ator David Oyelowo, e que foi confirmado pela diretora Ava DuVernay.

Eric Garner foi um homem negro sufocado até a morte por um policial em Nova York. Em protesto ao elenco decidiu ir à première do filme trajando camisetas com a frase: “Não Consigo Respirar”, dita por Garner momentos antes de morrer. 

Oyelowo, que interpretou Martin Luther King, contou ao Screen Daily a repercussão do gesto equipe: “Membros da Academia ligaram para os nossos produtores no estúdio e disseram ‘Como eles se atrevem a fazer aquilo? Por que eles estão atiçando essa merda? Não votaremos nesse filme porque não achamos que seja papel deles fazer isso’”.

DuVernay, por sua vez, compartilhou a notícia e confirmou que a “história era verdadeira”. Em resposta a Academia de artes e ciências cinematográficas que concede o Oscar escreveu: “Ava & David, nós estamos ouvindo vocês. Inaceitável. Somos comprometidos com o progresso”.

A revelação vem à torna em meio aos protestos que têm tomado vários estados dos EUA. As manifestações foram engatilhadas após a morte de George Floyd, ex-segurança morto por asfixia por um policial branco, quando já estava sob custódia.

A crueldade como o homem foi executado gerou protestos nas mais diversas áreas dos Estados Unidos. As empresas do ramo do entretenimento, como Marvel, Netflix e Cartoon Network se pronunciaram em apoio aos protestos.

“Nós nos posicionamos contra o racismo. Nós nos posicionamos à favor da inclusão. Nós nos posicionamos ao lado de nossos funcionários, contadores de histórias, criadores negros e à comunidade negra como um todo. Nós precisamos nos unir e nos pronunciar”, disse a Marvel em seu perfil no Instagram.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas também se pronunciou. “A morte de George Floyd não é aceitável para ninguém. Nós nos posicionamos em solidariedade a todos os nossos membros, colegas, contadores de histórias, artistas negros e pessoas negras por toda a nação porque sabemos que Vidas Negras Importam. A Academia adiciona sua voz aos pedidos por justiça. Nós precisamos chamar atenção ao racismo e fazer nossa parte neste momento.”