Disney adere a protesto e rompe parceria com Facebook; entenda

Walt Disney Pictures
Walt Disney Pictures (Reproduçao)

Conhecida como uma das maiores compradoras de anúncios no Facebook, a Disney interrompeu a parceria com a rede social temporariamente, o que fez com publicidades de seus streamings Disney+ e Hulu sumissem de lá. Segundo fontes anônimas ouvidas pelo Wall Street Journal, a empresa seria apenas mais uma a aderir ao movimento #StopHateForProfit, que mais de mil companhias dos mais variados setores diminuíram verba publicitária destinada ao Facebook na tentativa de forçar o site a lidar mais fortemente com discursos de ódio.

A iniciativa é liderada por grupos como a NAACP e a Liga Anti-Difamação e conta com o apoio de Coca-Cola, Microsoft, Unilever, Starbucks, Verizon, Target entre outras. Quando a revista Variety tentou entrar em contato com o Facebook para falar sobre o caso da Disney, um representante informou que a empresa não comenta sua relação com anunciantes individuais, e explicou a política contra mensagens de ódio.

“Investimos bilhões de dólares a cada ano para manter nossa comunidade segura e trabalhamos continuamente com especialistas externos para revisar e atualizar nossas políticas. Sabemos que temos mais trabalho a fazer e continuaremos a trabalhar com grupos de direitos civis, a GARM [coalizão da Aliança Global para Mídia Responsável] e outros especialistas para desenvolver ainda mais ferramentas, tecnologias e políticas para continuar essa luta”, disse.

Nos primeiros seis meses de 2020, a Disney gastou 210 milhões de dólares em anúncios do Facebook para o Disney+ apenas no território estadunidense, segundo a empresa de análise de anúncios Pathmatics, conforme citado pelo Wall Street Journal. Além de retirar os anúncios Disney+ e Hulu do Facebook, o conglomerado de mídia estaria avaliando suas outras divisões de negócios, para verificar se também podem deixar de usar o Facebook como plataforma de engajamento. A empresa ouvida pelo jornal também explicou que os anúncios para as redes a cabo da ABC e da Disney, incluindo a Freeform, também desapareceram do site.

A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg explicou em postagem no dia 7 de julho que a empresa se mantém firme contra os crimes de ódio, e afirmou que o boicote não é o que move a companhia a tomar suas decisões. “Estamos fazendo mudanças – não por razões financeiras ou pressão do anunciante, mas porque é a coisa certa a fazer”, escreveu.