Chadwick Boseman em “Pantera Negra” (Marvel)

Após o recente pronunciamento feito pela Netflix de que repensariam suas produções no estado da Georgia, nos Estados Unidos, devido à lei contra o aborto, foi a vez da Disney ameaçar retirar seus investimentos. Em entrevista à Reuters, o Diretor Executivo da companhia, Bob Iger, foi perguntado sobre a posição do estúdio com relação ao caso, e declarou que se a lei entrar realmente em vigor, a gigante do entretenimento poderá não retornar para futuras produções.

Perder as contribuições fiscais da Disney, que filmou longas como “Guerra Infinita”, “Capitão América: Guerra Civil” e “Pantera Negra” no estado, seria um grande baque para a economia da Georgia. “Duvido que continuemos a filmar lá. Acredito que muitas pessoas que trabalham para nós não aceitarão trabalhar lá, e nós teremos que acatar os desejos deles quanto a isso. No momento estamos observando tudo atentamente”, explicou Bob. A lei antiaborto tem previsão de efetivação na Georgia em janeiro de 2020.

Apoio da indústria

Não só os estúdios e produtoras como também vários artistas usaram as redes sociais para retaliar a proposta de lei que vai contra os direitos das mulheres sobre o próprio corpo. Os atores Jason Bateman, Alyssa Milano, Ilana Glazer e Kristen Wiig cancelaram suas respectivas produções no estado em solidariedade, além dos diretores J. J. Abrams e Jordan Peele, que afirmaram em comunicado à imprensa que não deixarão de filmar no local mas se comprometeram a doar 100% dos seus salários a causas que combatem a lei. A Georgia tem sido por muito anos um dos destinos preferidos de Hollywood devido à sua atraente taxa de 30% em incentivos fiscais, mas a polêmica instaurada pelo projeto de lei tem impedido diversas novas oportunidades de negócio, o que pode afetar consideravelmente sua arrecadação que foi de cerca de 2,7 bilhões de dólares somente em 2017.

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