Donos de cinemas nos Estados Unidos criticam adiamento de Tenet e detonam os estúdios

John Fithian em entrevista à Bloomberg
John Fithian em entrevista à Bloomberg (Reprodução/ Youtube)

Há alguns meses, um especialista ouvido pelo Los Angeles Time afirmou que caso Tenet, filme de Christopher Nolan, que marcaria a reabertura dos cinemas em julho, fosse adiado, todos os estúdios colocariam o pé no freio e adiaram suas produções até dezembro deste ano. Nesta segunda-feira, 20 de julho, Tenet, que já havia sido adiado duas vezes (ambas com datas próximas) ganhou um novo adiamento feito pela Warner Bros., e dessa vez sem previsão de lançamento.

Como a situação da pandemia causada pelo coronavírus nos Estados Unidos é tão crítica como no Brasil, o que se espera é que haja uma reação em cadeia. Agora, John Fithian, chefe da Associação Nacional de Proprietários de Cinemas dos Estados Unidos está se opondo à decisão dos estúdios. “Os distribuidores devem manter suas datas e lançar seus filmes, porque não há garantia de que mais mercados serão abertos ainda este ano”, disse Fithian à Variety. “Até que exista uma vacina amplamente disponível, não haverá 100% dos mercados abertos. Por isso, os filmes devem ser lançados em mercados onde é seguro e legal liberá-los, e isso representa cerca de 85% dos mercados nos EUA e ainda mais globalmente”, disparou.

“Eles devem lançar seus filmes e lidar com essa nova normalidade. Os estúdios podem não ganhar a mesma quantia que antes, mas se eles não começarem a distribuir filmes, haverá um grande buraco neste negócio que fatura 42 bilhões de dólares ao ano. A maioria das empresas aceitaria 85% disso em vez de zero, o que acontecerá se eles aguardarem a abertura de todos os mercados”, completou.

Segundo Fithian, a mídia tratou os cinemas de maneira injusta, e que as redes estão se esforçando para manter seus assentos higienizados. “Eu acho que a cobertura foi confusa. Antes de tudo, ao longo de tudo isso, nossa maior preocupação tem sido os níveis de risco associados à exibição nos cinemas. Demonstramos com a ciência e estabelecendo protocolos cuidadosos que as pessoas podem voltar aos cinemas com segurança. No entanto, a mídia prefere cobrir as notícias mais alarmistas sobre os níveis de risco”, completou.

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