Drew Barrymore e Paris Hilton contam que foram mantidas em solitária na adolescência

Drew Barrymore e Paris Hilton
Drew Barrymore e Paris Hilton (Reprodução)

Tanto a atriz Drew Barrymore como a socialite Paris Hilton tiveram um crescimento aos olhos do público, o que nem sempre gerou situações agradáveis. E embora tivessem vidas muito diferentes, isso não impediu que elas vivessem uma situação parecida, já que ambas revelaram que durante a adolescência foram trancadas em solitárias, em um novo episódio do talk show de Drew. Enquanto a atriz de As Panteras disse que foi internada numa clínica psiquiátrica aos 13 anos para se tratar da precoce dependência química, Hilton afirmou que foi abusada física e verbalmente por funcionários de um tipo de colégio interno que prometia corrigir problemas de comportamento.

“Quero que você saiba que fui levada embora por algumas pessoas. Estive trancada em confinamento solitário, estive em um lugar por longos períodos de tempo – estamos falando de um ano, um ano e meio, mais. Não vi uma história como essa realmente ser contada por aí muitas vezes, [mas] isso é algo que eu reconheço muito profundamente”, disse a ruiva afirmando que mesmo que isso pareça assustador, foi importante para seu desenvolvimento como pessoa.

“Devo dizer que as pessoas no meu lugar eram muito boas. Quer dizer, eu não gostava de ser jogada em confinamento solitário. Vou dizer que fui muito rebelde. Comecei motins lá o tempo todo. Havia muitas outras crianças como eu, e minha mãe simplesmente não sabia o que fazer comigo. Eu estava usando drogas. Eu estava fora de controle. Ela apenas jogou as mãos para cima e me jogou lá, sem saber para onde ir. E aquele lugar realmente me ajudou e salvou minha vida e eu realmente não mudaria nada”.

Mas a experiência de Paris, como ela já havia relatado num documentário anterior foi muito menos proveitosa, e fez com que ela desenvolvesse um certo medo de se relacionar com as pessoas à sua volta, e até mesmo sofrer abusos físicos de seus futuros namorados. “Eu não merecia ir para lá. Minha mãe e meu pai eram muito rígidos e protetores quando eu morava em Los Angeles. Eu não tinha permissão para sair em encontros, não podia usar maquiagem, não podia ir ao baile da escola. Eles simplesmente não queriam que eu crescesse. Então fui para Nova York e foi quando minha vida mudou: eu estava escapulindo à noite, indo a boates e abandonando a escola, mas não fazendo nada de terrível – só queria sair à noite, e isso realmente assustava meus pais, porque eles eram muito protetores”, disparou.

Durante o programa, ela abordou ainda seu documentário, inclusive um trecho onde diz ter criado uma personagem para a mídia, para poder passar melhor pelo trauma. “Fiquei com vergonha de as pessoas saberem. Agora eu sei que não deveria ter vergonha, as pessoas que trabalham nesses lugares que abusam de crianças são as que deveriam ter vergonha”, concluiu.