DuckTales: O Tesouro da Lâmpada Perdida completa 30; saiba como filme mudou a Disney

DuckTales: O Filme - O Tesouro da Lâmpada Perdida
DuckTales: O Filme – O Tesouro da Lâmpada Perdida (Reprodução)

Nesta semana a animação DuckTales: O Filme – O Tesouro da Lâmpada Perdida está completando 30 anos de existência. O longa, que nos Estados Unidos já está disponível no Disney+, plataforma de streaming do estúdio, mostra Tio Patinhas, com seus sobrinhos em uma aventura pelo mundo, e ao chegar em casa descobre que levou para a casa um gênio da lâmpada, mas o filme apesar de criticado por alguns pela representação estereotipada de etnias foi muito importante para a Disney como produtora de conteúdo.

Em novembro de 1984, a Disney anunciou que faria algo que nunca havia feito nos mais de 60 anos de história da empresa: eles iriam fazer animação exclusivamente para a televisão. A Disney Television Animation foi criada pelo recém-instalado CEO e presidente da Disney, Michael Eisner, como uma maneira de expandir a marca e trazer animação de alta qualidade e econômica para a telinha. Depois da morte de Walt Disney, a empresa acabou quase sendo adquirida por outra, e foi considerada como antiga, o que a levou a tentar renovar sua marca na televisão aberta para um público jovem.

Depois de algumas tentativas não tão bem sucedidas neste campo, DuckTales nasceu em 1987 com episódios para a televisão baseado nas histórias em quadrinhos de Tio Patinhas, e foi um verdadeiro estouro, durando 100 episódios, e inspirando diversos spin-offs. Na sua estreia, ele foi visto como um filme, que posteriormente em reprises foi dividido em cinco episódios. Quando a série chegou ao final a equipe quis fazer tudo exatamente como tinha começado, com um filme, mas a ideia foi abandonada em prol de algo mais ambicioso: fazer um filme para o cinema.

O tratamento original, apelidado simplesmente de The Ultimate Treasure, foi escrito por David Wiemers e Ken Koonce e focado na Pedra Filosofal (quase uma década antes da primeira aventura de Harry Potter). A eventual história e roteiro foi escrita por Alan Burnett e centrava-se em um tesouro egípcio e um gênio problemático que ainda parece bizarro, considerando que Aladdin já estava em desenvolvimento no que era então conhecido como Walt Disney Feature Animation. Talvez a diferença de qualidade entre o que estava sendo trabalhado no DuckTalese e Aladdin é que em Aladdin o Gênio era dublado por Robin Williams e em DuckTales por Rip Taylor.

Mas o motivo pelo qual DuckTales O filme fez história é outro: O longa teve partes feitas na Walt Disney Animation da França, e com retoques em estúdios da China, já que seus quadros eram pintados à mão. Divulgado como um filme ‘Disney MovieToon’ (para diferenciá-lo dos demais da Casa do Mickey Mouse e mostrar que ele tinha nascido na TV), ele foi o primeiro longa a ser produzido fora da Disney (bem antes de a empresa estabelecer um contrato com a Pixar por exemplo). O filme não foi um sucesso de crítica que a Disney esperava, com vários veículos dizendo que embora a animação fosse muito melhor que na TV, parecia uma tentativa de ajustar os episódios ao cinema. Para completar o filme acabou não faturando em bilheteria, pois enfrentou um concorrente semanas antes: Jetsons: O filme.