Elizabeth Debicki elogia processo de Nolan para Tenet e conta como foi escolhida para papel

Robert Pattinson, Elizabeth Debicki e John David Washington na capa da Entertainment Weekly (Imagem: Divulgação)

Elizabeth Debicki é uma das figuras centrais do filme Tenet, de Christopher Nolan, que irá estrear nos cinemas americanos em breve. A atriz sempre ouviu das pessoas que tinha uma postura elegante, e foi chamada de misteriosa por Isabella Rossellini, o que considerou um elogio pois sempre quis parecer assim, tanto que agora tem um segredo para guardar de todos: o enredo de Tenet.

Originalmente programado para estrear na segunda semana de julho, o filme passou por dois adiamentos, e só vai chegar para o público no final de agosto devido ao avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus que tem feito com que várias salas de cinema permaneçam fechadas, e sem previsão de retorno.

Debicki interpreta a ex-esposa do personagem vilão de Kenneth Branagh. Ela estava entusiasmada em trabalhar com Nolan, e segundo ela o filme é “o tipo de experiência que você quer ter quando vai ao cinema”. Foi filmado em sete países e classifica-se como a filmagem mais longa em que ela já esteve, superando a da série de seis partes The Night Manager (no Brasil, O Gerente da Noite, exibida pela Globo).  A atriz explicou que o orçamento milionário do filme (algo superior a 200 milhões de dólares), é um investimento que pode ser visto na tela.

“Chris constrói tudo; ele constrói todas as imagens peça por peça. Ele tem essa capacidade de fazer um filme que envolve pensamento complexo e ainda torná-lo divertido e acessível. Quase tem-se a sensação de um conjunto indie por causa da precisão — Chris trabalha muito rápido; tempo e energia são gastos em todas as coisas certas lá. Não há nada supérfluo. Foi humilhante e colaborativo e definitivamente me fez mais forte como atriz e provavelmente como pessoa”, disparou ela em entrevista à Variety.

Curiosamente, Debicki quase não foi escolhida para o papel por ser considerada boa demais. “Eu estava procurando uma caracterização muito, muito britânica”, disse o diretor anteriormente. Foi quando sua esposa e parceira de produção, Emma Thomas sugeriu a atriz, avisando ao marido que ela não era americana. “Elizabeth é uma dessas grandes atrizes que, quando são trazidas à sua atenção, você percebe que as viu em muitas coisas, mas não percebeu que é a mesma pessoa”, disse ele que ficou impressionado com sua atuação ao assisti-la em Viúvas, O Grande Gatsby e O Gerente da Noite.

“Para alguém tão marcante e interessante de se olhar como ela é, a ideia de que ela tem uma habilidade camaleônica fala muito sobre suas habilidades como atriz”, continuou o diretor na mesma entrevista, que revelou que ela pediu para fazer testes para ver se conseguiria se encaixar realmente na proposta.

“É uma personagem muito difícil porque ela tem que ser extremamente vulnerável, mas impositiva, e ainda assim tem que haver essa força, essa profundidade, essas reservas que se apresentam. Eu acho que é muito difícil para um ator conseguir isso sem recorrer ao irrealista ou descansar na versão simplista do arco do personagem. Ela encontra uma maneira de jogar vulnerabilidade e força ao mesmo tempo, o que é muito humano e muito real”, elogiou.