Emília Clarke revela momentos de pânico e tensão durante as gravações de Game of Thrones

Daenerys (Emilia Clarke) em Game of Thrones
Daenerys (Emilia Clarke) em Game of Thrones (Divulgação/ HBO)

Emilia Clarke, intérprete da rainha Daenerys Targaryen, de Game of Thrones, revelou que chegou a ter crises de pânico durante as gravações da primeira temporada da série da HBO. A declaração foi feita durante um depoimento feito pela atriz ao livro Fire Cannot Kill a Dragon: Game of Thrones and the Official Untold Story of the Epic Series, escrito por Hibberd, que conta os bastidores da trama. O motivo para os desajustes emocionais aconteceram por viver com o fantasma de sofrer aneurismas cerebrais. 

“Pensei que iria morrer [no set]”, confessou ela. “Foi muito intenso. Nós estávamos no deserto, gravando em um calor de 32 ºC, e eu tinha o constante medo de ter outro aneurisma. Eu passei muito tempo pensando: ‘Eu vou morrer? Vai acontecer no set?’ Porque isso seria bem inconveniente”, complementou.

A atriz foi vítima de uma hemorragia cerebral em meio a um treino de academia, em Londres, em meio o primeiro e o segundo ano da produção. “Eu imediatamente senti como se um elástico estivesse apertando meu cérebro”, contou que passou a esconder dos demais colegas de set o real motivo da sua exaustão.

“Com qualquer tipo e lesão no cérebro, vem uma fadiga indescritível. Eu lutei muito para deixar isso privado”, confidenciou. A estrela, que chegou a receber quatro indicações ao Emmy pela personagem de GoT, passou toda a produção da segunda leva do enredo épico sabendo que um novo aneurisma estava em formação e que poderia romper a qualquer momento, apesar do diagnóstico do seu médico dizer o contrário.

“Se eu ligasse para o médico, ele diria para eu me acalmar. Mas eu ainda sentia um medo cego, e esse medo me deixava em pânico. E o pânico me levava a sentir que eu iria desmaiar no deserto. Então, a produção me trouxe um carro com ar condicionado. Desculpe, planeta”, brincou.

Os momentos de profunda agonia foram transferidos também aos colegas de Emilia, Dan Weiss, cocriador de Game of Thrones, classificou em entrevista ao mesmo livro, como “aterrorizante” a ideia de perder uma colega a qualquer momento. “Nós chegamos muito perto de perder esse incrível e doce ser humano que aprendemos a amar em apenas um ano. Claro que precisávamos fazer a série, mas o importante era garantir que ela estava bem. Você se pergunta: ‘Ela está melhor conosco do que se não estivesse na série?’”, disse.

Emilia Clarke só abriu o jogo sobre os seus problemas de saúde próximo do lançamento da oitava e última temporada de Game of Thrones, em um artigo escrito para a revista The New Yorker.

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