Atriz de Além da Ilusão, Giulia Ayumi diz sofrer preconceito por ser asiática

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Aos 21 anos, a atriz Giulia Ayumi está se destacando em Além da Ilusão, atual trama das 18h, na Globo, com a personagem Ritinha. Colada em Isadora, vivida por Larissa Manoela, a artista conversou com o Entretê sobre a carreira e a novela de época. Além disso, ela disse sofrer preconceito por ser asiática.

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Para quem não se lembra, a jovem também teve uma passagem no Canta Comigo da Record, atuou na novela Sangue Bom em 2013, e na série Sob Pressão, feita pela Globo.

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Confira a entrevista completa com a atriz de Além da Ilusão.

Entretê –Você tem alguma semelhança com Ritinha?

Giulia Ayumi: Eu acho que somos parecidas sim. Ela fala sempre tudo o que vem na cabeça, e sempre é honesta com as pessoas. E, apesar disso, acho que ela sempre tem boas intenções, e isso remete ao meu estilo de vida também.

Entretê –Como foi a preparação para atuar na novela?

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Giulia Ayumi: Então, é uma novela de época, e o meu primeiro projeto assim. Foi tudo bem diferente do que eu estava acostumada, por ser de época a gente trabalha com coisas que a gente não viveu. Ser uma jovem nos anos 40 é algo que eu tive mais cuidados com a fala, as gírias, todas as situações. Foi uma construção muito gostosa, valeu super a pena.

Entretê –Você considera esse o seu melhor momento na carreira?

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Giulia Ayumi: Eu sempre tenho o lema da minha vida que o melhor momento é o de agora. Então, mesmo com outros trabalhos na Globo, eu considero sim essa fase como maravilhosa, depois tudo se torna boas lembranças. Eu amo fazer a Ritinha, é uma honra ter sido convidada para integrar esse elenco maravilhoso. Eu não sofro preconceito dentro da emissora, mas é difícil trabalhar como atriz sendo asiática.

Preconceito

Entretê –Você já sofreu preconceito por ser asiática?

Giulia Ayumi: Sim. Eu gosto muito de falar sobre, visto que é uma causa sem visibilidade. Mesmo que a gente fale sobre preconceito, os asiáticos são sempre esquecidos, principalmente aqui no Brasil. Eu não levo o termo ‘japa’ como ofensa, levo de boa, acredito que vai muito da intenção da pessoa. Existe um preconceito velado, eu cansei de mandar material para teste, e ouvir de que asiáticas não eram mulheres. Já me questionei muito sobre isso. Se eu estivesse loira era reprovada, morena também era reprovada, é algo difícil de entender. Estamos longe do ideal.

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Entretê –Você canta.. Sente vontade de lançar um álbum?

Giulia Ayumi: Sim, é uma das minhas grandes vontades. É uma coisa que dá muito trabalho, e gosto muito de escrever as minhas músicas, é um processo bem trabalhoso, ainda não tive tempo de produzir. Mas, pretendo lançar canções ainda neste ano, pelo menos umas três. Inclusive, tenho planos de lançar o álbum em 2023.

Entretê –Qual é o seu maior sonho como artista?

Giulia Ayumi: Como artista é abrir espaço para a próxima geração. Quero que a próxima geração de asiáticos, mestiços, não passem pelo preconceito, e que tenham muito espaço na TV e fora dela. Desde os meus 12 anos eu tento virar a minha carreira, e sei que não é algo fácil. Já pensei em desistir, a gente tem dúvidas, tudo isso faz parte. O que mais prende é que eu posso ser a mãe asiática de uma garota daqui há 10, 15 anos.

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