Bárbara Paz revela como se descobriu uma pessoa não-binária

Bárbara Paz
Bárbara Paz (Foto: Reprodução)

Bárbara Paz, atualmente no ar como a vilã Úrsula, em ‘Além da Ilusão’, revelou em conversa com o jornalista Gabriel Menezes, da coluna de Patrícia Kogut no jornal O Globo, como se descobriu uma pessoa não-binária. Em maio do ano passado ela comentou pela primeira vez sobre o assunto e disse que se identifica com ambos os gêneros: masculino e feminino.

“Foi uma coisa muito espontânea. Um amigo me falou sobre o termo, que eu nem conhecia, e eu disse que me isso me representava. Eu me identifico com o masculino e o feminino. Isso pode ser visto até mesmo no meu jeito de se vestir. Sou muito bem resolvida neste sentido.”, afirmou a atriz.

A famosa destaca que, após falar abertamente sobre o assunto, recebeu muitas mensagens carinhosas de jovens que também se identificam como não-binárias.

“E, depois que eu falei isso publicamente, recebi mensagens lindas de adolescentes querendo conversar, mães me agradecendo… Acho importante falar sobre a questão e levantar esse debate, porque muitas pessoas, principalmente mais novas, ainda não sabem bem o que são. Outras já sabem, mas têm medo de falar. É importante que seja discutido.”, declarou.

“Sou uma pessoa inquieta”

A primeira vez que Bárbara Paz se declarou como pessoa não-binária foi no ano passado, durante participação no podcast “Almasculina”, de Paulo Azevedo. Sou uma pessoa inquieta. Uma mulher, um homem, não-binária.”, disse ela.

“Descobri que sou não-binária há pouco tempo. Um amigo meu falou que eu era, e eu acreditei, entendi. Sou uma pensadora, uma diretora, uma cineasta, uma atriz, uma pintora, uma escritora. Nas horas vagas a gente tenta tudo com as mãos, com a cabeça, com o cérebro e com a imaginação. A imaginação precisa estar trabalhando o tempo todo. Então, não sei bem quem eu sou. Se tiver alguma referência para me dizer quem eu sou, ainda estou em busca. Sou muitas coisas. Sou muitos, muitos, muitas. É difícil dizer quem você é para se apresentar. Sou uma pessoa de fazer o que tenho dentro, o que não é pouco. Arte”, afirmou.

Na ocasião, ela contou ainda, como aprendeu sobre sexualidade: “Não tive a cultura dentro de casa de perguntar sobre sexualidade. Tudo o que aprendi foi lendo em revistas. Não se falava disso. Se falavam, não me lembro, porque eu nunca me questionei muito. Se é homem ou mulher, do que você gosta. Para mim, você gosta de pessoas.”, declarou a artista.