Bruna Linzmeyer fala sobre “cultura sapatão” em entrevista

A atriz Bruna Linzmeyer voltou a falar sobre assuntos importantes durante uma entrevista. Dessa vez, a famosa conversou com o jornal O Globo e foi questionada a respeito de ser uma voz importante no empoderamento da comunidade LGBTQIAP+. Perguntada sobre o que as pessoas que lutam para viver sua liberdade precisam ouvir, ela foi sincera.

“São tantas respostas… Somos muitas e diferentes, depende de onde a gente mora, da cor da nossa pele, das escolhas de cada um. A gente tem construído uma cultura lésbica. Ser sapatão não é só sobre amar ou fazer sexo com mulheres, mas sobre uma identificação histórica cultural, sobre um pertencimento que só é possível quando a gente encontra esse coletivo. Isso sempre vai ser importante, porque sozinha é muito difícil”, desabafou.

Cultura sapatão

Na sequência, então, Bruna foi questionada sobre o que seria exatamente a “cultura sapatão”. Ela disse que existem conversas e maneiras de perceber o mundo que apenas as “sapatonas”, como ela mesma disse, têm. “Quais são as piadas das quais só a gente ri? Como vemos o mundo? Como nossa vivência pode ser interessante para o mundo no momento que não tem um homem aqui, para além da nossa sexualização, de duas mulheres se beijando?”, questionou.

“Ser sapatão não é só uma orientação, é também uma identidade. Para além de sexo e romance é uma identificação cultural, um pertencimento emocional, um lugar no mundo”, afirmou.

Por fim, a atriz falou sobre Madeleine, papel que ela vai viver no remake da novela Pantanal. Originalmente, a personagem foi de Ingra Liberato. “Madeleine é o tipo de personagem que olho e falo: ‘Que bosta de vida, que me*** que ela foi parar aí com as próprias atitudes’. Ela é capturada pela estrutura patriarcal e de classe, mas, ao mesmo tempo, está sempre buscando algo. Só que não encontra e vai se decepcionando. Não está disposta a ceder e vai endurecendo. É alguém que não se aconchega no abraço”, encerrou.

Medo de se assumir

Há alguns meses, Bruna Linzmeyer foi entrevistada pela colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo. Ela falou sobre sua vida pessoal e revelou que teve receio de perder trabalhos ao se assumir lésbica. Isso aconteceu em 2016 e ela falou que se apaixonar por outra mulher foi algo natural.

“Na época, não foi um problema. O problema começou na pessoa que me olhava, se iniciou numa matéria de jornal, com os comentários dos leitores, com o medo de quem estava à minha volta… As pessoas e eu pensávamos que eu não conseguir mais trabalhar, não sabíamos o que ia acontecer com a minha carreira. E era um receio genuíno porque isso acontecia realmente. As pessoas perdiam papéis e contratos”, comentou.

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Thiago Freitas
Marketing - Centro Universitário de Belo Horizonte. Atua como redator para o nicho de TV e famosos.
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