Claudia Abreu desabafa sobre a morte de seu sogro, Rubem Fonseca: “Porrada”

A atriz Claudia Abreu (Imagem: Divulgação / Globo)

Claudia Abreu comentou, pela primeira vez, sobre a morte de Rubem Fonseca, o seu sogro, pai de José Henrique Fonseca, com quem mantém um casamento há mais de 20 anos. O escritor foi vítima de um infarto fulminante no último mês de abril.

“Todo ano sempre tem algumas perdas significativas de pessoas que você até não conhece, mas que você admira e sente muito. Mas este ano perdi meu sogro, que era um pai para mim. Foi uma porrada. E agora tanta gente querida, tanta gente indo embora. Essa Covid varrendo”, desabafou Claudia em entrevista para o canal do YouTube de Naná Karabachian.

A atriz, de 50 anos, ainda falou sobre os quatro filhos Maria, de 19, de Felipa, de 13, de Joaquim, de 10, e de Pedro, de 9. Ela lembrou que pensava em demorar para ser mãe, pois queria aproveitar a vida ao máximo, mas tudo mudou com a chegada da primogênita. “Eu acho que, no fundo, você de alguma maneira intui as coisas. Eu curti muito antes de ter filho. Eu me lembro que tinha na minha cabeça que ia ter aos 30 ou depois dos 30. Porque eu gostava muito de viajar. Ainda gosto”, lembrou.

“E aí, quando eu tive meus filhos, primeiro que me deu uma outra história interna, de uma compreensão do que realmente importa. Falam muito dessa palavra propósito hoje em dia. E eu realmente entendi. Porque você acha, durante uma fase da sua vida, que seu propósito é ser atriz. Depois seu proposito é fazer o bem. É tudo isso, mas ser mãe é certamente uma coisa muito forte que vim fazer nesta vida”, acrescentou.

A famosa concluiu que a chegada dos herdeiros abriu a luz em sua cabeça. “Entendi por que estou, por que cada filho veio pra mim, o porquê desses encontros, por que com esse pai, com esse marido. Você começa a entender os encontros”, refletiu.

Claudia Abreu também falou a respeito da sua relação com a religiosidade. “Não sou espírita, nada. Mas faço um blend, uma mistura de todas as religiões, do ponto que me interessa. Eu não tenho religião, mas tenho um pouco de cada uma delas. E do espiritismo é isso: eu entendo nosso encontro aqui. E isso faz todo sentido pra mim, ter tido quatro filhos (…) Eu acho que é uma imensidão dentro de mim, de tantas coisas… De amor, nem se fala. Mas de uma troca muito forte. Não existe cansaço nessa troca”, arrematou.

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