Fábio Beltrão fala do reality A Ponte e revela se voltará às novelas

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Depois de atuar em Os Dez Mandamentos, Topíssima e até mesmo em novela da Globo, o ator Fábio Beltrão topou ser um dos participantes do reality A Ponte: The Bridge Brasil, disponível no HBO Max.

Vale mencionar que, este foi o segundo reality do galã, visto que ele causou no De Férias com o Ex. Em entrevista exclusiva ao Entretê, ele desabafou sobre a experiência, a vida de ator, e comentou sobre retornar às novelas.

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Confira:

Entretê- Qual foi a sua maior dificuldade nos dias de gravações do reality?

Fábio Beltrão: Lidar com a fome e a intensidade do trabalho foi um desafio absurdo, mesmo sendo adepto do jejum intermitente que faço há anos, ficar de barriga praticamente vazia trabalhando pesado gera uma exaustão absurda. A tensão de uma possível eliminação também mexe com todo mundo e deixa o clima tenso em vários momentos, é complicado dormir sem saber se no dia seguinte ainda estaria lá.

Entretê -Como você definiria a experiência no programa?

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Fábio Beltrão: Foi, sem dúvidas, uma das experiências mais intensas e desafiadoras que já vivi. Sou muito grato por ter vivido isso, por ter tido o privilégio de me desconectar e me reconectar com a natureza, sem telas e sem interferências. Me desafiei ao extremo, aprendi muito com meus erros e acertos e principalmente aprendi a valorizar muita coisa que já tinha aqui fora e que a gente não se dá conta na correria do dia a dia.

Entretê- Você acredita ter apreendido algo após dias intensos no reality?

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Fábio Beltrão: Ficar isolado na natureza, sem nenhum tipo de interferência do mundo real, faz com que nossos sentidos fiquem mais aguçados e a gente de fato se sente parte de algo muito maior e também passa a dar muito mais valor pelas coisas simples que temos em nossas vidas. Minha relação com o alimento também mudou bastante, lá tinha muito pouco pra tanta gente e nada era desperdiçado, muitas coisas que eu jogava fora em casa lá viravam um banquete. A fome, o cansaço, o frio absurdo e os machucados atrapalhavam muito e cheguei à exaustão diversas vezes, mas mesmo assim eu não parava pois queria cumprir o desafio a qualquer custo.

A ponte, nada mais é que uma metáfora, pois na vida precisamos criar nossas pontes para alcançar nossos objetivos, precisamos unir as nossas pontes com as de outras pessoas porque ninguém chega em lugar nenhum sozinho. É uma competição com cooperação, todos os participantes são fundamentais para conquistar o objetivo e chegar até o prêmio, mas quando se trata de um prêmio em dinheiro as coisas podem fugir do propósito, acho que esse é o grande desafio do The Bridge. O programa me ensinou muitas coisas e sem dúvidas saí uma pessoa melhor, mais evoluída.

Entretê -Como surgiu o seu amor pela arte?

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Fábio Beltrão: A arte já nasce dentro do artista e desde pequeno eu dava indícios de que trilharia por esse caminho. Quando estava no primeiro colegial, tive um professor de literatura que era formado em artes cênicas e tocava um grupo de teatro em SP, e, por ser ator, ele sempre trabalhava as aulas e trabalhos com elementos teatrais, fazia apresentações e também dava trabalhos valendo nota onde os grupos criavam peças baseadas em livros de literatura.

Sem dúvidas era a aula que eu mais gostava, sempre tomava a frente dos grupos e criava os melhores personagens pra mim, o único que nunca saia de cena rss. No final do ano o professor me chamou de canto e bateu um papo comigo dizendo que via muito potencial em mim e que seria interessante fazer um curso de teatro para começar a desenvolver a parte artística. Pronto, era o ponta pé que precisava para começar algo que já pulsava dentro de mim.

Carreira e retorno às novelas

Entretê- Você tem algum personagem favorito?

Fábio Beltrão: Gosto muito do Mão de Vaca, da novela Topíssima. Foi um personagem que todo ator gostaria de fazer, pois ele teve todos os tipos de conflitos em uma única obra. Fui do humor ao romance, do romance pro drama e do drama para a raiva. Ele tinha um linha melódica muito variada e por isso deu pra aproveitar bastante e trabalhar bem as nuances do personagem. Outro personagem que gostei muito foi o Gustavo do longa “M8 – Quanto a morte socorre a vida”, que está em cartaz na Netflix.

Ao contrário do Mão de Vaca, esse personagem eu gostei muito por conta da profundidade, era um personagem denso que falava também em silêncio e gerava muito incômodo em cena, mesmo as vezes sem falar uma palavra. O cinema tem isso, nos permite explorar sensações e lugares únicos e isso contribui muito para o resultado final e profundidade de um personagem.

Entretê- Pretende retornar às novelas?

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Fábio Beltrão: Com certeza tenho vontade e está nos planos voltar aos folhetins esse ano ainda. O Fabio pessoa física quer dar um tempo para poder chegar um grande personagem. Sigo muito focado no espanhol, que sou fluente, pois um dos meus grandes objetivos é fazer um trabalho fora do Brasil.

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