Gil do Vigor alfineta Bolsonaro e desabafa sobre situação do Brasil

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Gil do Vigor, que participou da última temporada do BBB, fez uma participação especial no programa Altas Horas do último final de semana. Durante seu bate-papo com o apresentador Serginho Groisman, o famoso, que é economista, falou a respeito de questões econômicas. Ele começou um doutorado na Califórnia, no Estados Unidos, recentemente e está passando apenas um período em terras brasileiras.

“Aprendi que há muitas variáveis que afetam os preços, que é a inflação. A inflação é o quê? O preço do cuscuz, o preço do arroz. Não é só taxa de juros”, disse ele, que criticou o presidente Jair Bolsonaro na sequência. “O discurso de um presidente vai gerar inflação. Se um presidente fala algo errado, nós temos investidores que estão de olho no Brasil“, afirmou Gil, sem citar oficialmente o nome do governante.

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Inflação e desabafo sobre o Brasil

Em outro momento, Gil do Vigor falou a respeito da inflação. “Tem várias coisas que podem acontecer dentro de um país que vai afetar a inflação. Se os investimentos param de entrar no Brasil, isso vai gerar inflação“, disse ele, que afirmou ser questionado por colegas do doutorado a respeito da atual situação de seu país.

“O Brasil está desandando muito em questões que não deveriam. O nosso cenário atual está muito incerto. Nos Estados Unidos, por exemplo, conversando com os meus amigos eles me perguntam por que o Brasil está desandando tanto na política. Para colocar pessoas para cuidar do nosso país, elas precisam de preparo acadêmico. O mínimo necessário“, opinou.

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Pirâmide social e sonho

Em outro momento da participação no Altas Horas, Gil do Vigor falou sobre a base da pirâmide social. “Precisamos de pessoas que pensem no pobre. Não adianta o Brasil ser o país com o maior PIB, taxa de crescimento, se tem pessoas na miséria, passando fome, morrendo”, afirmou o pernambucano, que encerrou o tema logo na sequência.

“Como economista eu sei que coisas precisam ser feitas. Só cuidar de taxas de juros? Se o cenário político do Brasil não mudar, se a confiança do brasileiro nas pessoas que estão assumindo os cargos para nos representar não mudar, as coisas nunca vão pra frente. A gente tem que mudar na base. Quando a gente se humanizar e acabar com a miséria do Brasil, acabar com a fome, aí independentemente de PIB, de crescimento, o Brasil estará melhorando“, concluiu o economista.

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