Juju Salimeni conta que era tratada como lixo no Pânico

A modelo fitness Juju Salimeni, de 35 anos de idade, abriu o jogo e falou sobre o período em que era Panicat, no programa Pânico na TV. Em entrevista ao jornalista Leo Dias, do Metrópoles, Juju disse que a atração lhe tratava como um “pedaço de carne”.

“Não era feliz, mas não posso reclamar. Foi um treinamento de guerra. Não cuspo no prato em que comi, mas não era saudável mentalmente. Lixo. Mulher era um pedaço de carne. Mas meu sustento vinha dali. A gente ganhava R$ 200 por gravação. Se tivesse uma só no mês ou duas, era isso. Mas tínhamos vários eventos, presenças VIP… não parávamos. Foi um ótimo início”, 

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Em seguida, Juju disse que as modelos que integravam o programa eram bastantes desvalorizadas: “De jeito nenhum. A gente era bem desvalorizada. Era um programa de homens, total machista. Não cabe nos dias de hoje. É absurdo para os dias atuais. Eles não souberam se adequar. Existia humor depreciativo e uma forma de zoar as mulheres”, afirmou ela.

 “Não tenho problema nenhum que me olhem e me achem gostosa e estar ali [exposta] de fio-dental. Até hoje eu trabalho com isso, malho para isso e quero mais é mostrar. Se as meninas estavam ali de biquíni, não existia uma valorização como ‘ah, elas são lindas, ícones’. Não tinha isso”, apontou a apresentadora. 

Assédio

Ainda sobre o programa Pânico, recentemente Juju concedeu uma entrevista para o podcast Jota Cast, e falou sobre o assédio que sofria durante o programa  humorístico.

“Acho que abuso sexual, muitas mulheres passaram. Abuso psicológico eu arrisco a te falar que 100%. Pouquíssimas não passaram. Hoje eu reconheço. Classifico o que eu passei no Pânico como abuso total. Era assédio moral, por você estar ali sendo humilhada. Tem jeitos e jeito de brincar. Hoje as mulheres conquistaram um espaço maior e respeito. Hoje é inadmissível tratar uma mulher do jeito que eles tratavam. Era um assédio moral o tempo inteiro”, contou ela.

Em seguida, a apresentadora disse que naquela época as mulheres eram bastante recriminadas por trabalhar com sexualidade na televisão aberta: “Existia muito preconceito com as mulheres que trabalhavam com a sensualidade na TV. Ainda existia uma coisa como ‘se ela está ali de biquíni, trabalha com a sensualidade, e está disponível para qualquer coisa. Acha que se oferecer qualquer coisa, ela vai, que vive disse”, declarou ela.

 

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