Letícia Colin faz desabafo sobre o corpo: “Se eu tô magra ou gorda não interessa”

A atriz Letícia Colin, que fez desabafo sobre a futilidade nas redes sociais (Imagem: Reprodução/Instagram)

A atriz Letícia Colin é conhecida não apenas por seu talento para as artes, mas também por ser uma famosa que evita se envolver em polêmicas, a menos que seja por temas de grande importância. Dona de um perfil com mais de 3,5 milhões de seguidores no Instagram, ela não costuma falar de beleza ou postar selfies com frequência na rede social, já que é contra  futilidade presente na web ultimamente

Em entrevista ao site Notícias da TV, Letícia fez um desabafo a respeito do tema. “São tempos novos, a gente está aprendendo a se relacionar com tecnologias, rede social, uma exposição que maltrata muito as diferenças também. Não tem como não falar sobre racismo, padrões que são impostos goela abaixo nas mulheres. Eu não quero fazer parte disso, quero construir um mundo mais livre, que valorize a singularidade, diferença, subjetividade, a beleza de cada um”, afirmou.

Temas importantes

A artista garante que as pessoas que a seguem nas redes sociais verão muitas publicações importantes e não pretende voltar seu perfil para assuntos fúteis. “Sei que tem adolescentes que me seguem, então, não vou ficar postando foto da minha barriga e falando que isso é legal. Se eu estou magra ou se eu estou gorda não interessa”, diz a moça, que está no ar na reprise de Novo Mundo, da Globo.

“Quero falar de ser humano, arte, educação, fazer as críticas que eu tenho que fazer ao governo, que me cabem como cidadã. Tem que ter responsabilidade pra a gente se colocar. Se todo mundo tiver autocrítica e consciência, as coisas vão melhorando. Minha ideia é usar o espaço que eu tenho pra dizer coisas que a gente precisa, muito mais do que falar de dietas, de padrão de beleza, não sei o quê”, completa Colin, que cita que 54% da população é negra e que o mundo virtual precisa se parecer mais com o mundo real. “A gente tem que começar a equilibrar a exposição com a realidade, que é a de um país desigual, que trata muito mal nosso povo”, finaliza.

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