Letícia Colin faz reflexão sobre as dores e delícias da maternidade

Letícia Colin, mãe do pequeno Uri, de 2 anos, fez uma reflexão sobre as dores e delícias da maternidade durante entrevista aos jornalistas Victor Hugo Camara e Flavia Muniz, do Gshow.

Casada com o ator Michel Melamed, a famosa falou abertamente sobre a maternidade real, a falta de acolhimento que a gestante ainda sofre na sociedade e as transformações que a maternidade proporcionou para a sua vida.

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Para a atriz, de 32 anos, os principais desafios de ser mãe, são o cansaço e a falta de apoio da sociedade, tanto na gravidez, quanto na fase do puerpério. “O cansaço é a parte mais dura. Dormir pouco é muito cruel. E a falta de apoio que a nossa sociedade tem, tanto com a mulher grávida quanto com a mulher em puerpério, quanto com esse companheiro ou companheira. Porque aqui a gente ainda não fala sobre essa licença-paternidade, como lá fora, em alguns países”, destacou a atriz.

“A mulher não pode criar esse filho sozinha, desde o início, em um momento em que ela também está se tornando mãe, passando por um parto que pode ter sido uma cesárea, estando operada, enfim…”, destacou Letícia. “Acho que as coisas já melhoraram um pouco. Hoje em dia, a gente consegue falar mais abertamente sobre temas tabus. Mas ainda é muito duro o mundo para a mulher, né? O mundo ainda não é um lugar seguro para nós. […] Acho o mundo um lugar muito pontiagudo para mulheres, sabe? Poderia ser mais acolhedor.”, lamentou a atriz.

Rede de apoio

Outro ponto mencionado pela artista, foi a rede de apoio. Colin conta que sempre teve pessoas ao seu lado para lhe auxiliar, no entanto, entende que essa não é a realidade de muitas mulheres no país.

“É muito restrita a nossa rede de apoio, né? Eu me cerquei de uma obstetra em quem eu confiava e acreditava, tenho muitas amigas maravilhosas, minha família que, por mais que não pudesse estar presente, a gente falava [sobre o assunto].”, explicou Letícia. “A família, com a pandemia, pode ajudar menos também. Agora, até um pouco mais. Depois que meus pais e minha sogra tomaram a segunda dose, a gente até consegue se encontrar, fazendo o teste. Mas, antes da vacina, a gente não se via, então foi muito duro, porque eles perderam vários momentos preciosos do desenvolvimento do Uri. Todo avô quer ver o neto se desenvolver, fazendo gracinhas”, lamentou ela.

Delícias de ser mãe

Apesar de todos os desafios ocasionados pela maternidade, Letícia Colin pontua também, algumas ‘delícias de ser mãe’. Para ela, é fantástico e fascinante poder acompanhar cada fase do desenvolvimento do filho.

“Sabe o que eu acho? Que ainda estou em transformação. Aliás, tenho impressão que não vai parar nunca mais. É como se eu tivesse saído em uma viagem e não vou voltar mais. Todos os dias, tenho que estar aberta, com uma escuta, com uma percepção, com paciência, errando, aprendendo, porque o filho coloca a gente nessa situação o tempo inteiro, e é fantástico e fascinante ver aquele ser humano se desenvolvendo. Tenho a impressão de que eu estou em um voo que nunca mais vai pousar, sabe?”, refletiu a artista.

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Henrique Souza
Mineiro, 26 anos, Graduado em Comunicação Social, Redator e Social Media.
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