Ludmilla celebra após ganhar Troféu Raça Negra 2021

A cantora Ludmilla usou seu perfil do Instagram para celebrar o reconhecimento ao ganhar o Troféu Raça Negra 2021, por seu destaque na música e na cultura pop brasileira.

Para comemorar a data, Lud compartilhou um ensaio arrasador onde aparece usando um vestido longo preto fendado. Com tranças no cabelo, a artista sensualizou ao sair de carro luxuoso.

“Toda honra e glória seja dada a ti senhor🤎 Ontem ganhei meu primeiro @trofeuracanegra. Um dia muito especial e marcante em minha vida”, iniciou Ludmilla.

Em outro momento, a artista afirmou que se sentiu muito feliz ao dividir o palco com outras personalidades pretas do Brasil, que foram destaques no último ano. “Foi lindo poder dividir esse momento com todos os pretos deste Brasil“, disse.

“Dedico esse prêmio a todos os meus fãs e equipe, obrigada por tudo”, completou a artista que acabou de lançar a sua série documental Rainha da Favela (Multishow).

Ainda durante o evento, que contou com a apresentação de Glória Maria e número musical de Chico César, os artistas Preta Gil, Thaíde, Mart’nália e Jonathan Azevedo também foram homenageados.

Entre os comentários da postagem, que ganhou mais de 200 mil curtidas, os fãs enviaram mensagens elogiosas pela produção e pelo prêmio. “Meu amor você merece muito!! Te amo ❤️“, disse Brunna Gonçalves, esposa da funkeira.

“Você merece ❤️”, reagiu Tati Quebra Barraco. “Muito linda chique e empoderada”, afirmou Nicole Bhals. “caralhoooooo você tava belíssima velho chiquerrimaaaa”, disse um seguidor.

Racismo e escolhas estéticas

Recentemente Ludmilla foi destaque no podcast Mano a Mano, apresentado pelo rapper Mano Brown. Durante a sua participação, a funkeira comentou sobre sua evolução na música e as mudanças que acabou fazendo em seu visual para tentar fugir do racismo.

“Minha música estourou eu tinha 17 anos, a Fala Mal de Mim. Quando comecei a fazer cirurgia plástica, a primeira que eu fiz foi pra começar a ser aceita. No clipe não dá pra enxergar muito quem está cantando. Foi mais a voz, não a aparência. Muito contratante contrata, contrata, chegava no show e as pessoas viam quem era a MC Beyoncé. Falavam do meu nariz, da minha perna, do meu cabelo, e eu cantando e ouvindo aquilo”, contou ela.

“A gente aprendeu na escola que preto era feio, que cabelo crespo era horrível, que nariz largo é horrível, que beição grande era feio. Antigamente a gente não falava sobre racismo assim, abertamente, em todo lugar com as pessoas, aí, então a gente ia vivendo e esse era o certo”, completou.

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Surenã Dias
Formado em jornalismo pela UNIME Salvador, possui passagem por rádio, jornal e trabalha com público de internet desde 2016. Atualmente tem focado em projetos de audiovisual, cultura pop e celebridades.
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