Maria Rita fala de comparações com a sua mãe, Elis Regina

A cantora Maria Rita, de 44 anos de idade, usou as suas redes sociais nesta última quarta-feira (12), para fazer um longo desabafo a respeito das incansáveis comparações desde que lançou um álbum em tributo a sua mãe Elis Regina, no ano de 2012.

“Acho curioso quando dizem que têm ranço de mim porque eu dizia que não gostaria que me comparassem à minha mãe (no início da minha carreira), mas gravei um disco/DVD em homenagem a ela (dez anos depois). Não querer que me comparem tinha –e tem– dois principais motivos: 1. Ser eu, ser livre para cometer meus erros e ter minhas conquistas, escrever uma história distinta à dela. 2. Ninguém se compara à incomparável. Ninguém”, começou ela.

Em seguida, Maria Rita continuou o seu desabafo e fez um apelo para que as pessoas parassem de exaltar a sua mãe, diminuindo a sua pessoa. Segundo ela, os tons das vozes são bem distintas:

“Outro lance que fico pensando é isso de exaltarem a mãe a partir de ataques à filha. Mano: faz isso não. É feio. Ninguém gostaria de passar por isso — principalmente uma mãe. Não era o caso da minha mãe. Me deixa. E sim: a minha voz é mais grave e mais ‘suave’. Eu sou alto/contralto, minha mãe alto/soprano. Vale dar uma estudada para para entender que, por causa disso, nossas extensões são diferentes (mas tem maestro que diz que a minha extensão é incrível).”

Não quer ser igual a sua mãe

Em outro ponto, a sambista disse que não tem pretensão em ser igual a sua mãe:  “E para terminar: não, eu não quero ser igual à minha mãe. Eu só quero buscar alguma paz dentro desse cenário onde a Elis é de todos, mas a mãe é minha. Aliviem, vai. Já tenho 20 anos de carreira, 8 Grammys, sei lá quantas turnês pelo país e pelo mundo. Mas se quisesse: MINHA MÃE ERA F***! E eu estaria bem no meu direito de me inspirar nessa mulher incrível. Meu direito e minha honra. Esse legado dela é o maior presente que ela me deixou”, afirmou.

“E prestem atenção: amadurece aí, porque minha mãe não merece esse nhem-nhem-nhem não — e, honestamente, nem eu. Nossa história, a minha e a dela, é tão mais maneira que isso. Ela me amava loucamente, quase pirou quando eu nasci, dizia que eu era a companheira dela. Amor de mãe! PS: eu acho que canto para c*****o! Mas não chego aos pés de dona Elis. Mas quem chega?”, encerrou ela.

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