Pabllo Vittar relata novos ataques homofóbicos em suas redes sociais

Pabllo Vittar
Pabllo Vittar (Foto: Reprodução/Instagram)

A cantora Pabllo Vittar contou em entrevista ao apresentador Serginho Groisman, no último Altas Horas (TV Globo), que apesar de ser uma figura LGBTQ+ famosa, ainda continua sendo alvo de fortes ataques de cunho homofóbicos em suas redes sociais.

A drag queen refletiu sobre o período que a sociedade está vivendo na internet e destacou que muitos acabam perdendo o respeito atrás da telas.

“Ser artista não blinda a gente de nada. A gente vê como a internet tem se tornado um lugar de ninguém onde as pessoas perdem educação, respeito e ficam mais rudes e violentas”, disse.

“Quanto a mim, me sinto blindada. Não estou na linha de frente em quem tem que sair na quarentena, trabalhar, ir na rua. Se quem está exposto na internet sofre, imagina na vida real”, complementou ela.

Ainda durante a entrevista, a dona do hit Bandida pediu para que as pessoas sejam mais comprometidas e pensem com responsabilidade emocional antes de expor suas opiniões.

“Tem que ter responsabilidade afetiva, pensar em como falar, a forma com que se fala pode sair de uma opinião para uma ofensa. Tenham responsabilidade emocional e afetiva na internet”.

Saudades dos fãs

Afastada dos palcos desde o início da pandemia do coronavírus, a cantora Pabllo Vittar comentou sobre a falta que tem sentido do calor dos fãs em seus shows. A famosa que apenas tem tido contato nas redes sociais.

“Eu me sinto sem energia porque sou uma pessoa muito física, amo estar no palco, sentir a energia dos fãs porque isso me preenche. Mas, por outro lado, durante a pandemia eu fiquei muito mais próxima deles digitalmente e acabo os conhecendo mais. Agora que estou em casa, tenho mais tempo pra isso. Aliás, eu só consigo ter esse contato porque estou em casa”, disse ela ao Estadão.

Apesar da falta de fazer eventos e apresentações, Pabllo garantiu que não deve voltar a fazer shows antes de acabar a pandemia, nem em formado drive-in. A maranhense refletiu sobre o poder aquisitivo dos seus fãs.

“Eu acordo de manhã sabendo que ainda não tem vacina e é muito triste ver que governo também não faz quase nada pela população que mais precisa. Então, como eu vou subir num palco pra drive-in?”, questionou.

“Primeiramente, para isso a pessoa tem que ter carro. Quem tem carro no Brasil? Não tem como eu subir num palco sabendo que tem um monte de gente que não está nem podendo trabalhar. Essa não é a energia que quero pra mim”, disse.

 

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