Paris Hilton detalha abusos sofridos na adolescência

Em 2020, Paris Hilton chocou o mundo ao revelar um segredo que guardou durante anos. Na época, ela comentou pela primeira vez em seu documentário ‘This is Paris’, sobre os abusos que sofreu na adolescência, em um internato onde foi matriculada pelos pais, com o objetivo de “curar” seu déficit de atenção.

“Aos 16 anos, eu fui retirada da minha casa no meio da noite. E passei quase dois anos numa série de internatos de tratamento. Meus pais haviam sido enganados para acreditarem que meu transtorno de déficit de atenção seria curado com um ‘pulso firme’”, disse a famosa.

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A nova declaração da socialite foi feita em um depoimento publicado no jornal USA Today, na tarde da última quarta-feira (11). Na ocasião, Paris Hilton voltou a falar sobre o assunto e deu novos detalhes sobre os abusos sexuais e psicológicos que sofreu no Provo Canyon School.

“Falar sobre isso exige toda a minha coragem. Mas não posso ficar parada sabendo que crianças de até 8 anos estão sendo mantidas nesses programas para ‘adolescentes problemáticos’. Por pais que não sabem o que se passa lá, e por órgãos do governo que não se importam.”, pontuou.

O desabafo da empresária faz parte de uma série de protestos que vem acontecendo em Washington, capital dos Estados Unidos, com o objetivo de criar uma lei contra a violência institucional infantil.

Paris Hilton detalha abusos

Em seu documentário, Paris Hilton disse que não gostava de falar sobre o assunto, pois isso ainda causava traumas em sua vida. No entanto, hoje a famosa encara seus relatos como uma missão para ajudar outras pessoas que possam estar passando pela mesma situação que ela.

De acordo com Paris, os principais abusos aconteciam durante os exames ginecológicos que eram realizados por homens. “Repetidamente, eu fui acordada por funcionários que colocavam uma lanterna no meu rosto. Me tiravam da cama e me mandavam ficar quieta enquanto me levavam à ‘sala de exames’”, relembrou.

“Em privação de sono e dopada com remédios, eu não sabia o que estava acontecendo. Me obrigavam a deitar numa maca, abrir minhas pernas e passar por exames ginecológicos. Eu me lembro de chorar enquanto me seguravam. Eu dizia ‘não’ e perguntava o motivo. Mas eles só diziam: ‘Cale a boca, fique quieta. Pare de lutar ou você vai para a obs’.”, contou a socialite.

Ela então explicou: “Obs, abreviação para observação. Era uma solitária numa sala de concreto. Que não tinha nada além de um ralo e um rolo de papel higiênico. O quarto era gelado e eu estava quase nua. Eu fiquei andando até não conseguir mais ficar de pé. Depois me agachei no chão. Fiquei me balançando e me obriguei a pensar na vida que eu criaria para mim mesma quando saísse de lá”, detalhou.

Protesto contra violência institucional infantil

Como parte dos protestos, a famosa ficou trancada em uma caixa de vidro e concreto nas ruas dos Estados Unidos, simulando o sofrimento que vivenciou nas “solitárias” do internato.

“Essa experiência, assim como os abusos físico, emocional e sexual pelos quais passei, levaram a anos de insônia causada pelo trauma. E um transtorno de estresse pós-traumático complexo. Do qual eu e inúmeros outros sobreviventes da violência institucional infantil sofremos há anos”, desabafou.

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Henrique Souza
Mineiro, 26 anos, Graduado em Comunicação Social, Redator e Social Media.
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