Rainer Cadete vence ação judicial e Record é condenada

Ator da Globo, Rainer Cadete venceu uma ação judicial que movia contra a Record. O intérprete do Visky de Verdades Secretas 2 processou a emissora por danos morais e saiu vitorioso na Justiça.

De acordo com informações do Uol, Rainer teve decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele processou a Record por causa de matérias publicadas pela jornalista Fabíola Reipert, ainda na época em que ela tinha um blog no portal R7. O valor de indenização fixado pela Justiça é de R$ 35 mil.

No processo, o ator alegou que foi vítima de uma “campanha difamatória” no blog da jornalista da Record entre os anos de 2014 e 2016. De acordo com a ação judicial, são “matérias ofensivas, vexatórias que ridicularizam e violam sua intimidade insinuando que o autor é homossexual e que se aproveita disso para construir sua carreira”.

Procurado pela publicação, o advogado Ricardo Brajterman – conhecido por ser contratado por famosos -, que representa Rainer no processo, comentou a decisão judicial.

“Meu cliente é um artista completo e formidável, que merece respeito como todo e qualquer cidadão. É inadmissível que um portal que se vende como sendo sério e ético, invente e alardeie mentiras para conquistar audiência, difamando pessoas íntegras e de boa reputação”, disse Brajterman.

Rainer Cadete abre o jogo sobre sexualidade

Interpretando o Visky de Verdades Secretas 2, Rainer falou sobre sua sexualidade fluída. O ator disse que não é “algo concreto”.

“Na primeira temporada, o Visky já se dizia gay convicto, durante a temporada inteira ele só se relacionou sexualmente com a Lurdeca, uma mulher. Então é isso: a sexualidade é mais complexa do que podemos imaginar, ela é surpreendente. Quando você acha que tem uma preferência, um jeito específico de chegar ao orgasmo, a sexualidade mostra que isso pode mudar, que isso é relativo, declarou o artista.

Enxergo a sexualidade dessa maneira. Mas sem hipocrisia e caretice podemos observar que nossa sexualidade não é algo concreto, que emolduramos e botamos na parede ou uma plaquinha que penduramos no pescoço. Ela flui, o amor pode surgir em qualquer lugar, afirmou ele.

“Desde que seja amor, não faça mal a ninguém e não falte com o respeito também. O amor é livre, ele vai para onde ele quer. E a série fala um pouco disso, sobre esses impulsos, esse amor livre, sobre fluidez sexual… Não é só o meu personagem que está ali no ‘mais’ do LGBTQIA+, tem vários outros também e vamos descobrir”, completou Rainer Cadete.

MAIS LIDAS

Vitor Peccoli
Publicitário formado pela Faculdade Pitágoras e roteirista pela Casa Aguinaldo Silva de Artes. Atua no jornalismo de TV e famosos desde 2013.
Veja mais ›