Reynaldo Gianecchini revela proibição da Globo: “Era regra”

Famoso depois de ter trabalhado por vários anos como galã na Globo, o ator Reynaldo Gianecchini está em um projeto fora da emissora carioca. Ele vai estrelar a segunda temporada da série Bom Dia, Verônica, da Netflix. Em conversa com a revista Veja, o famoso falou sobre diversos assuntos, inclusive política.

“Sou privilegiado, não tive problemas financeiros. Percebi que eu era desconectado da sociedade. Comecei a doar o meu salário. Eu fiquei mais empático e aprendi sobre política e questões sociais, como o racismo“, celebrou.

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Regra da Globo e Bolsonaro

Em outro trecho, Reynaldo Gianecchini relembrou que, na emissora carioca, os artistas eram proibidos falar de política. Ele entende, no entanto, que precisou começar a mostrar um posicionamento. “Na Globo, a regra era não falar de política. E eu entendo. Mas chegou uma hora em que precisei me posicionar”, disse ele, que detonou Jair Bolsonaro.

O governo Bolsonaro é inegavelmente uma tragédia. Áreas fundamentais para o crescimento de uma nação estão jogadas às traças. Sou filho de professores, uma profissão que amo, e me dói ver como a educação do país está. Isso sem falar do setor cultural. O streaming salvou o cinema brasileiro do Bolsonaro”, opinou.

Trabalhos do passado

O ator relembra o título problemático de uma novela de muito sucesso que protagonizou em 2004 ao lado de Taís Araújo.

Fiz Da Cor do Pecado, hoje um título inadmissível. Parece que é chato, mas, para mudar, precisamos ser chatos. Se 60% da população é negra, então todos os elencos deveriam ter no mínimo 60% de negros. Não trabalho em projetos que não tenham elenco diverso”, refletiu.

Estreia na TV

Ele ainda relembrou sua estreia em Laços de Família como um galã. “Sou uma pessoa reservada, e de repente todos queriam saber sobre mim. Comecei a me fechar. Entrei numa profissão complexa sem estar preparado. Eu me cobrava demais. Se não fosse a Marília, eu teria pirado”, diz ele, que era casado com Marília Gabriela. E ele deu detalhes da relação.

É engraçado que especulavam sobre mim e eu era casado, caretinha. Fui muito feliz com a Marília — muito feliz, aliás, sexualmente. Quando nos separamos, eu pensei: já disseram tanta coisa sobre mim que eu tenho crédito para experimentar tudo o que falaram que eu fiz, mas ainda não tinha feito”, contou.

Por fim, o artista disse ser um cara curioso e que vive intensamente. “Chegou um momento em que eu pensei: se eu falar sobre isso, alguém vai achar ruim? Não ligo. Minha empresa vai achar ruim? Não me preocupo. Ninguém vai me contratar para ser galã? Que bom. Ser eu mesmo era mais importante“, concluiu.

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Thiago Freitas
Marketing - Centro Universitário de Belo Horizonte. Atua como redator para o nicho de TV e famosos.
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