Fora da Globo, Silvio de Abreu defende Zé Mayer após caso de assédio

Considerado um dos maiores autores de novelas da TV Globo, onde não está desde 2020, Silvio de Abreu fez duras críticas ao movimento feminista e a forma como o caso de assédio do ator José Mayer foi lidado pela emissora carioca.

Em entrevista à revista Veja, o dramaturgo apontou a atitude do galã como de um “cafajeste” e que as reações foram desproporcionais. Segundo Silvio, escândalo foi “plantado” por grupo de funcionárias feministas.

“Minha análise é que foi um escândalo muito mais plantado por grupos do que qualquer outra coisa. Foi uma atitude bastante cafajeste do Zé Mayer, mas sacrificar uma carreira brilhante e útil para a empresa como a dele foi decorrência da baita pressão de grupos que a diretoria recebeu”, disse o novo contratado da HBO Max.

“Foi tão bem organizado que a novela [A Lei do Amor, na qual Mayer atuava na época] acabou na sexta-feira e no sábado as pessoas já estavam com camisetas onde se lia ‘mexeu com uma, mexeu com todas’. Já tinha uma coisa armada”, completou.

O caso de assédio envolvendo Zé Mayer e a figurinista Susllem Tonani aconteceu em 2017, gerando uma onda de revolta não apenas em funcionários da TV Globo, como em diversos brasileiros.

Em relato, Susllem, que tinha 28 anos, revelou que o assédio de Mayer aconteceu em oito meses antes da denúncia, onde ela chegou a ouvir frases como: “Como você é bonita” e “Como você se veste bem” e “Fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”. Ela também revelou que ele chegou a tentar tocar em suas partes íntimas.

“O Zé Mayer foi um bode expiatório. Volto a dizer que não estou defendendo a atitude dele. Não sei o que aconteceu de verdade entre ele e a moça, só fiquei sabendo de coisas que ocorriam aqui e ali. Se tivesse passado um tempo, as pessoas iriam refletir melhor. Mesmo tendo errado e sendo cafajeste, ele é um ator de belíssima carreira”, declarou.

Ainda durante a entrevista, Silvio de Abreu revelou que, ainda durante o tempo que esteve na Globo, tentou por diversas vezes trazer o artista para a emissora, mas acabou encontrando resistência da diretoria.

“Eu batalhei muito na Globo para que ele tivesse uma segunda chance, mas não tive apoio. Precisaria de um grupo de apoio feminino. Não adiantava juntar um monte de homem para reivindicar isso. Aí seria uma atitude machista. Tinha de ter mulheres, e não consegui. Mesmo entre as que falaram que achavam uma injustiça, nenhuma assumiu isso publicamente”, relatou o escritor.

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Surenã Dias
Formado em jornalismo pela UNIME Salvador, possui passagem por rádio, jornal e trabalha com público de internet desde 2016. Atualmente tem focado em projetos de audiovisual, cultura pop e celebridades.
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