Escritor revela que Da Magia à Sedução teve outra versão cortada pelo estúdio

Da Mágia à Sedução
Da Mágia à Sedução (Reprodução)

Quem gosta de filmes de bruxas certamente já teve a oportunidade de assistir a Da Magia à Sedução, protagonizado por Nicole Kidman e Sandra Bullock. Elas são duas irmãs que acabam lidando com uma maldição que foi colocada na família há gerações: qualquer homem que se apaixone de verdade por uma mulher da família, morre. O co-roteirista do filme, Akiva Goldsman deu uma entrevista para o site Collider, e revelou que a versão do filme que foi descartada, era diferente, embora mais sombria e mais bonita do que a que foi vista pelo público.

“Havia uma versão diferente, que – estranhamente no mesmo contexto que estávamos discutindo, como o mundo se interessou mais por essa faixa de escuridão e luz no mesmo objeto narrativo. O que eu acho que é mais recente. Que você pode ter significado, profundidade e perda na fantasia ou ficção científica de maneiras mais sutis. Há um corte de Magia Prática, antes das refilmagens, que Griffin montou que é incrivelmente bonito. Era mais 50-50 entre Sandy e Nicole, e esse enforcamento de Nicole foi o contraponto a esse surgimento de Sandy. Era mais uma história de fantasma. Foi realmente lindo”.

Ele continuou dizendo que o filme não foi visto como originalmente concebido por uma questão do marketing feito pela Warner Bros., e acredita que se a HBO Max, serviço de streaming da Warner realmente fizer uma série baseada no filme, ela deveria ter um pouco mais de escuridão. O autor disse que costumava ter uma cópia do corte não visto do filme, mas que não a encontrou mais. Embora ele tenha certeza que o estúdio ainda possui o material, ele não acredita que ele possa ser trabalhado para se transformar em uma versão alternativa para o streaming.

Da Magia à Sedução (Reprodução)

“Isso não deve acontecer porque esses cortes quase nunca são terminados. Normalmente o que acontece é que selecionamos cenas onde efeitos visuais são temporários para compor a versão final [e tratamos – as demais cenas ficam sem efeitos]. Quase todo filme tem isso. Ouvimos muito sobre o Snyder Cut. Esse é o caso, muitas vezes, que você segue um caminho e depois gerencia no final e, às vezes, pelas razões certas e às vezes pelas razões erradas, a razão correta é a perseverança criativa e as razões erradas, o medo, e como esse caldo informa o final de um filme é significativo”.