[Especial] The X Factor US: começa hoje a luta pela sobrevivência do programa?

the_x_factor_55943

Começa hoje (11) nos Estados Unidos a terceira temporada do reality musical The X Factor (Fox) – no Brasil, a estreia acontece no dia 17 de setembro, no Canal Sony. Para muitos, essa é a temporada do “ou vai, ou racha”. O programa não emplacou, registrando uma audiência abaixo do esperado nas duas primeiras temporadas. E muitos nos EUA se perguntam se realmente vale a pena renová-lo para uma quarta temporada.

O site TV Guide publicou um interessante artigo sobre o assunto, e nesse post, vamos abordar alguns pontos. Eles começam dizendo que, quando The X Factor chegou aos Estados Unidos, a reação inicial da imprensa foi “por que?”. E (infelizmente), três anos depois, essa pergunta persiste. Para começar, a temporada 2013 do programa já terá uma natural queda de visibilidade, com a saída de Britney Separs. Sobre L.A. Reid, convenhamos, ninguém se importava com ele mesmo. Logo, aqui temos um ganho.

Simon Cowell permanece no programa. Até porque ele é criador, produtor executivo, “Deus todo poderoso” e agora, pai (logo, precisa ficar para pagar as contas). Demi Lovato também permanece, e deve trazer visibilidade ao programa, já que está em grande evidência nos Estados Unidos nesse momento. Nesse ano, Kelly Rowland (que já foi jurada na versão britânica de The X Factor) e a cantora latina Paulina Rubio completam a bancada de jurados. Além disso, Mario Lopez continua como apresentador, mas dessa vez, sem a companhia da robótica Khloe Kardashian.

Com as mudanças, a audiência tende a abandonar o barco (sem falar nos fãs de Britney, que já fizeram isso a essa altura do campeonato). O problema não é nem quem entrou ou quem saiu, mas sim, o programa em si. A seguir, veja cinco motivos listados pelo pessoal do TV Guide para que muitos acreditem que essa pode ser a última temporada de The X Factor.

1. É redundante
Quer que o seu reality competition dê certo? Siga os passos de The Voice, ou de America’s Got Talent, ou de The Sing-Off. Ou até mesmo de um programa de menor visibilidade chamado American Idol. Francamente, The X Factor passa a impressão de ser uma imitação pálida e mal feita do combinado de outros programas do gênero, sem apresentar nada de novo ou diferente. Fora o fato de ser pior e mais apelativo em alguns aspectos que os demais programas.

2. Não é vendável
The X Factor é transparente sobre os seus objetivos: descobrir um astro da música, que seja popular, e tornar esse artista potencialmente vendável na indústria fonográfica. Entretanto, a vencedora da primeira temporada, Melanie Amaro, não é um nome de destaque na música norte-americana, e o vencedor da segunda temporada, Tate Stevens, se tornou apenas mais um sopro de frescor nos catálogos de música country, não recebendo muito destaque com o seu álbum de estreia. Ambos são talentosos – não temos dúvidas disso -, mas não são realmente reconhecidos como “superstars”, como aconteceu com Carrie Underwood e Kelly Clarkson, ou mesmo como a boy band oriunda do The X Factor U.K., One Direction. Pior: Amaro e Stevens são menos populares que finalistas que perderam o American Idol, como Jennifer Hudson e Adam Lambert, por exemplo.

3. Não gera audiência
Até mesmo o final da temporada 12 de American Idol, que foi a pior de todos os tempos, com a mais baixa audiência em um finale do programa (14.3 milhões) teve maior audiência que a última final de The X Factor, que empacou em 9.65 milhões. As competições de canto na TV são as que mais provam o seu sucesso e envolvimento do público de forma prioritária através da audiência, e como esses programas alcançaram o ponto de saturação na TV norte-americana (todo canal tem, hoje, pelo menos um programa do gênero), o espectador simplesmente se cansou. Ou seja, se está difícil para American Idol, que é o mais bem sucedido da história, imagine para The X Factor?

4. O interesse será ainda menor
Com a saída de Britney Spears no final da segunda temporada, também foi embora a esperança do programa se redimir de uma desastrosa primeira temporada. Sem falar que até o interesse dos competidores deve diminuir, pois o alardeado prêmio de US$ 5 milhões para o vencedor (descrito como o maior prêmio da história da TV) foi reduzido para módicos US$ 1 milhão (além do contrato de 1 ano com a gravadora responsável pela produção do programa). E em bora Cowell tentasse justificar a redução para um valor “mais razoável” pelo desejo de encontrar artistas que querem ser artistas, e não milionários instantâneos, é impossível não pensar que a decisão também está aliada à descrença da Fox no programa.

5. Falta de consistência
The X Factor só recebeu uma terceira temporada porque o programa passou por revisões e alterações importantes. Porém, a falta de continuidade e consistência no elenco (jurados e apresentadores) gera apenas uma imagem ruim, já que o público nunca sabe o que realmente pode esperar do programa, que precisa ter uma sequência nesses aspectos. A reação inerte do público e a incapacidade de deixar uma marca clara na TV significa que está faltando no programa o que eles tanto tentam promover: o fator X.

The X Factor estreia hoje (11) nos Estados Unidos, com uma premiere dupla (2h de duração), na Fox.

Boa sorte para eles. Vão precisar.

Com informações do TV Guide

bostancı escort