Estreando quarto spin-off de Power, 50 Cent Jackson explica o mais atrai público da franquia

50 Cent em cena de Power, da Starz (Imagem: Divulgação)

50 Cent já provou que não está para brincadeira quando se trata de entretenimento. Conhecido inicialmente como rapper, ele passou a atuar, e logo se transformou em showrunner de Power, série do canal Starz que ganhou vários spin-offs. Em entrevista a Variety, ele falou sobre um deles, que estreia em breve, e sobre como vai contra a atual cultura do cancelamento.

“Eu sou um artista, então entreter é, acredito, provocar emoção. Acho que não posso ser cancelado. Eles têm que ir para a cadeia para serem cancelados, eles têm que atirar em uma garota”, disse ele, possivelmente referindo-se ao suposto tiroteio do rapper Tory Lanez de Megan Thee Stallion. “Você tem que fazer algo extremamente ruim para ser cancelado, e eu acho que é muito injusto para as pessoas que são canceladas.”

Quando começou a fazer a série, 50 Cent Jackson ganhava 17 mil dólares por episódio, um valor considerado muito baixo, porque a emissora tinha medo de a história não cair nas graças do público, mas logo a série cresceu, e de um programa focado apenas no público-alvo feminino se transformou em algo muito mais abrangente. “O processo gradual do show crescendo em audiência a cada ano – com diferentes campanhas de marketing para permitir que ele cresça para um público demográfico diferente e um público maior a cada vez – é, eu acho, uma enorme contribuição para isso”, disse Jackson. “Meu público principal não vai mais à boate, eles já cresceram. Mary J. Blige e Method Man também estão neste barco – são as minhas estrelas”. Jackson acredita que o público da franquia Power não está concentrado nas grandes cidades, e sim no interior, porque pessoas querem entender como as coisas nas metrópoles funcionam.

“É emocionante para eles entender o que está acontecendo nas cidades e entender a gíria e entender tudo sobre nossa cultura. A cultura hip-hop adora coisas que são danificadas. Ele ama pessoas que já estão quebradas da experiência. Mesmo quando você olha para Cardi B, quando você olha para os novos artistas, eles vêm de origens ásperas”.