Frozen 2
Frozen 2 (Divulgação)

A casa do Mickey pode estar faturando altíssimo com a mais do que aguardada sequência Frozen 2, mas isso não significa que a toda poderosa esteja imune a críticas e acusações. Foi o que aconteceu com a estreia do longa na Coréia do Sul.

Segundo informações do The Hollywood Reporter, a Disney está sendo acusada de possuir monopólio dos cinemas do país segundo a ONG Public Welfare Committee (Comitê do Bem-Estar Público, em tradução livre), que fiscalizou e contabilizou 88% das salas exibindo a nova aventura de Anna, Elsa e cia.

Esse número viola o acordo Antitruste aplicado no país, que impede que uma ou mais empresas controlem um espaço de mercado, ficando acima dos 50% aconselhados; e fez com que fosse aberta uma reclamação oficial junto às autoridades responsáveis. Desde a abertura no último dia 26 de novembro, o filme arrecadou cerca de 61.2 milhões de dólares na Coréia do Sul, ficando em terceiro lugar depois dos E.U.A e da China.

A ONG afirma, com razão, que ao ocupar 88% das salas o estúdio tira do público a habilidade de escolher o que quer assistir, já que as chances são de que o longa seja o único título exibido em vários locais.

No momento não existem leis específicas que regulem a quantidade de salas que podem ser ocupadas, uma vez que o Antitruste é apenas um acordo, mas o recente domínio da Disney e de blockbusters produzidos por estúdios coreanos locais tem ascendido grande debate em torno do tema.

Preocupação

Esse tipo de discussão não tem acontecido apenas na Coréia do Sul e na Ásia mas no mundo do entretenimento como um todo, especialmente depois da compra da Fox. A empresa tem sido acusada de comprar outros estúdios simplesmente para eliminar a concorrência e não exatamente para ampliar e diversificar seu portfólio.

Fato é que pouquíssimas companhias ainda conseguem bater de frente com a Disney nos cinemas, e se as coisas continuarem como estão, isso pode não durar muito.

 

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