Estrela de Barrados no Baile revela que demorou a aceitar após bullying na época da série

Shannen Doherty, Luke Perry, Tori Spelling, Brian-Austin Green, Jennie Garth, Jason Priestley, Gabrielle Carteris, Ian Ziering em Barrados no Baile
Shannen Doherty, Luke Perry, Tori Spelling, Brian-Austin Green, Jennie Garth, Jason Priestley, Gabrielle Carteris, Ian Ziering em Barrados no Baile (Divulgação)

Mesmo aos 47 anos, a atriz Tori Spelling ainda não se esqueceu das chateações que viveu no início de sua carreira por conta da aparência. Uma das protagonistas da série Barrados no Baile, sucesso nos anos 1990, ela usou as redes sociais para falar sobre o bullying que existia muito antes do ambiente virtual ser tão difundido: “O cyberbullying existia naquela época e agora está pior do que nunca. Então, toda vez que um de vocês me perguntar por que não olho para frente em fotos e vídeos, saiba por que fiz essa escolha”, começou a loira.

Ela compartilhou uma foto de si mesma, não olhando de frente para a câmera, e explicou que as pessoas mexiam com ela, e costumavam ofendê-la chamando- a de sapo, e dizendo que ela tinha olhos esbugalhados. Na mesma postagem ela incluiu uma foto de sua personagem Donna, em Barrados no Baile vestindo uma beca de formatura, e a foto de sua capa na revista Rolling Stone.

“Meu pai sempre disse ‘Seus olhos são as janelas da sua alma’… Nunca me esqueci disso. Por causa dessa crença, meu pai raramente deixava seus atores usarem óculos escuros em uma cena. Ele acreditava que seus olhos transmitiam tudo. Todas as emoções”, disse ela, que é filha do falecido diretor Aaron Spelling. “Eu carreguei esse lema por toda a minha vida. Sempre olho as pessoas nos olhos. Mantenho o olhar nelas sempre. Eu nunca desvio o olhar. Ensinei meus filhos a sempre mostrar respeito pelas pessoas e olhá-las nos olhos quando estiverem falando com elas. Eu costumava odiar meus olhos. Quando comecei Barrados no Baile, aos 16 anos, estava cheia de baixa autoestima”, relatou.

“Então, os trolls da internet (sim, nós os tínhamos naquela época também!) me chamavam de sapo e de olhos esbugalhados. Ser colocada sob um microscópio quando era uma menina em seus anos de formação foi difícil. Passei anos implorando por maquiadores em meus programas e filmes para, por favor, tentar fazer meus olhos parecerem menores. Eu chorava por causa da minha aparência na cadeira do trailer de maquiagem”, disse ela, que só percebeu o valor de seu olhar ao estrelar o filme Pânico 2, e ser capa da revista Rolling Stone de 1997.

“Agora, meu rosto. Muitas pessoas perguntam por que só mostro um lado do rosto. Alguns escrevem coisas que magoam. Sim, é uma escolha. Minha escolha. Porque, uma garota inocente e vulnerável e excitada mostrou todo o seu rosto aos 16 anos e foi comida viva. As escolhas sobre a minha aparência foram feitas para mim por relatos sem nome e sem rosto. Palavras não podem ser ‘deslidas’. O cyberbullying existia naquela época e agora está pior do que nunca. Então, toda vez que um de vocês me pergunta por que não olho para frente em fotos e vídeos, saiba por que faço essa escolha. Anos de comentários dolorosos que nem quero compartilhar. Muito pior do que olhos de inseto ou sapo. Apenas lembre-se, da próxima vez que for comentar sobre o rosto, corpo ou escolhas de alguém, você não o conhece. Eles não te conhecem. Mas, a alma deles vai se lembrar daquele comentário cruel. Ficará impresso neles. Nossas memórias não podem se lembrar da dor física, mas nós nos lembramos da dor emocional, verbal e escrita. Dito isso. Aqui estou eu. Em frente. Eu amo meus olhos agora. Eles me tornam uma pessoa única. E raramente uso óculos de sol”, desabafou.

ankara escort