Estudo revela a classificação do MCU quanto à visibilidade LGBT+

Tessa Thompson como Valquíria em Thor: Ragnarok (Reprodução / Marvel)
Tessa Thompson como Valquíria em Thor: Ragnarok (Reprodução / Marvel)

Ao longo de sua história o Universo Cinematográfico da Marvel recebeu diversos elogios. Apesar de procurar tentar mostrar diversidade em seu filmes, ainda falta muito para que isso se torne algo rotineiro, principalmente em relação aos personagens LGBT+.

Um recente estudo da GLAAD, Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) divulgou seu Índice Anual de Responsabilidade dos Estúdios, no qual, usando o Teste Vito Russo, classifica a produção dos estúdios do ano anterior em relação à porcentagem de seus filmes que até reconhecem que os gays existem e, em seguida, o quão bem eles os representam (via We Got This Covered).

Para passar no teste, um filme deve apresentar pelo menos um personagem que seja identificável LGBT+ e não apenas definido por isso, e também seja significativo o suficiente para a história cuja sua remoção seja perceptível e prejudicial. O resultado foi decepcionante para Marvel Studios e a Disney, com uma classificação de duas estrelas ou classificação “ruim”.

O único personagem oficialmente gay apresentado em toda a Saga do Infinito foi uma participação especial do diretor Joe Russo em Vingadores: Ultimato, que menciona namorar um novo homem depois que seu parceiro desapareceu no estalo de dedos de Thanos. Obviamente, um personagem que apareceu por alguns instantes na tela e que nem sequer tem um nome.

Embora nada seja oficial, o MCU tecnicamente já havia apresentado heróis homossexuais, com Tessa Thompson afirmando que Thor: Ragnarok deveria mostrar que Valquíria era bissexual, assim como ela é nos quadrinhos, numa cena onde ela sai do quarto de uma parceira. Além disso, embora Carol Danvers não seja diretamente declarada gay em Capitã Marvel e Ultimato, ela foi fortemente categorizada como tal no primeiro, e se você perguntar a qualquer pessoa que não conhece a fundo o universo Marvel, eles dirão que ela e Maria eram muito mais do que apenas amigas próximas, enquanto neste último ela usava um dos cortes de cabelo mais bonitos que é possível para uma mulher, juntamente com um terno estampado com definição muscular.

No entanto, já que suas sexualidades não foram oficialmente reconhecidas é parte do problema, e mesmo que em breve veremos o primeiro super-herói explicitamente descrito como gay com Phastos de Os Eternos, isso realmente não deveria ter acontecido, já que demoraram 25 filmes para corrigir o erro.

A representação limitada de pessoas LGBT é um problema que está sendo tratado muito lentamente, e os grandes estúdios que exercem vastos níveis de influência social têm um enorme potencial para lidar com isso. Quando eles não estão sendo covardes demais, isso pode afetar adversamente seus resultados financeiros.

Formado em administração e psicologia. Adora cartoons, animes e series animadas. Atualmente faz curso de desenho com especialização em cartoons.

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