Ex-atriz conta que abandonou carreira por vergonha de cena obscena e icônica no cinema

Lycia Naff em cena de O Exterminador do Futuro (Reprodução)

A atriz Lycia Naff fez uma cena que ficou marcada para sempre no imaginário dos amantes do cinema. Ela interpretou uma prostituta mutante chamada Mary no filme O Exterminador do Futuro, que abria a roupa e mostrava os seios para Douglas Quais, o personagem de Arnold Schwarzenegger. Nada de mais não fossem os três seios da personagem, resultado de próteses realistas que viraram febre nos filmes do início dos anos 1990. O problema é que hoje aos 57 anos, ela revelou em entrevista que se sentiu tão envergonhada na época, que acabou encerrando sua carreira, tamanha repercussão de alguns segundos de tela.

Segundo ela, o diretor Paul Verhoeven estava tão animado com a nova tecnologia que a personagem na verdade teria quatro seios ao invés de três, mas que na tela, o resultado não foi como esperado. “O feedback foi que eu parecia muito bovina, como uma vaca pronta para ser ordenhada, e isso não era sexy”, disse ela em entrevista à Vulture, afirmando que se inscreveu para fazer parte do elenco de apoio do longa por acaso depois de ter participado de outros longas.

Ela afirmou que mesmo recebendo elogios, nenhum dos seios que foram mostrados eram realmente seus, e que faziam parte da mesma prótese, e relatou que embora pareça assim, não se sentia realmente à vontade. “Eu me senti muito exposta. Não me ocorreu até o primeiro momento em que a cena exigia que eu me expusesse, porque o que veio sobre mim foi uma vergonha. O que foi estranho, porque eles não eram meus seios, e era o que eu havia sido contratada para fazer”.

Naff afirmou que chegou a chorar para fazer a cena: “Se você olhar atentamente para essas cenas quando estou abrindo minha blusa, estou sorrindo, mas não nos meus olhos. Provavelmente foi bom para a personagem e deu a ela uma camada extra, mas isso foi completamente não planejado. Eu estava apenas me sentindo muito emocionada e tentando esconder isso. Fiquei envergonhada por me sentir envergonhada. Eu não conseguia superar aquela sensação de que abrir minha blusa parecia tão real”, disparou.