Ex-Chefe da DC Comics comenta sobre seu desapontamento com os Novos 52

Liga da Justiça (Divulgação / DC Comics)

Os Novos 52 é uma linha editorial da DC Comics que começou em 2011, onde a famosa editora decidiu começar uma nova numeração de suas HQs, além de lança-las conjuntamente no formato impresso e no formato digital. Nesse “recomeço”, os HQs trouxeram novas histórias de origem e atualizações para seus personagens, novos traços entre outros diferenciais para atrair um novo público. Tal decisão dividiu o fãs, onde alguns reclamaram, por exemplo, dos traços desinteressados e qualidade dos roteiros.

Uma matéria do site Comic Book falou da participação de Dan DiDio, ex-chefe da DC Comics, no Podcast Drink and Draw, onde contou sobre o tempo que passou na editora e sobre os problemas e erros cometidos durante a publicação de Novos 52. O ex-editor participou do processo de criação das HQs e se arrepende de não ter dado a atenção devida ao projeto, principalmente enquanto as histórias estavam se desenvolvendo.

DiDio começou: “Provavelmente meu maior arrependimento é fazer as coisas acontecerem rápido demais às vezes. Puxando o gatilho rápido demais. O maior arrependimento que tive foi fazer alterações ou não gastar a mesma quantidade de energia no Ano 2 dos Novos 52 do que no Ano 1 dos Novos 52. Passamos uns seis a oito meses construindo os Novos 52, repensando os personagens, repensando os designs, repensando os vilões, repensando tudo para que fizesse sentido, e à medida que a série progredia e se desenrolava, estávamos nos movendo mais rápido e gastando menos tempo no desenvolvimento. Então estávamos gastando menos energia na hora de melhorar ou mudar os personagens que mereciam mais atenção”.

Ele acrescentou: “Então, quando chegamos ao terceiro ano, estávamos apenas tirando o pó das coisas. Elas não fazem mais sentido a partir dali porque estão pouco mudadas, não realmente mudadas, os fãs não têm mais um ponto de referência e você sente as rodas saindo do trilho. O que acontece é que chegamos ao Renascimento, que reinstitui algumas das coisas que sentimos que estavam faltando, mas, infelizmente, depois de fazer isso, você coloca também as coisas que fez com que você quisesse relançar a linha em primeiro lugar; os personagens ficaram estagnados novamente”.

Ele finalizou falando sobre os leitores que ficavam sem entender o que era realmente importante nas histórias: “Bem, a única coisa com a qual os fãs se importam é se o que está acontecendo está afetando a história principal. E se você começa a afetar as coisas e se afasta do núcleo que eles gostam, eles ficam chateados com isso, eles ficam chateados com a mudança, então você está perseguindo seu próprio rabo e não consegue se livrar disso. É por isso que ao fazer essas paradas você precisa repensar tudo como se fosse a primeira vez e na medida que as coisas avançam”.

Formado em administração e psicologia. Adora cartoons, animes e series animadas. Atualmente faz curso de desenho com especialização em cartoons.

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