Fábio Assunção revela como experiência pessoal ajudou em série sobre dependência química

Fábio Assuncão, Letícia Colin e Mariana Lima em cena da série Onde Está Meu Coração? (Imagem: Divulgação / Globoplay)

Fábio Assunção comentou em entrevista ao jornal O Globo sobre detalhes da série Onde Está Meu Coração?, a produção inédita gravada para o Globoplay. Na trama, o ator interpreta o pai de Letícia Colin, uma jovem que sofre com a dependência química.

“A série trata o assunto de forma adulta. Acho essencial mostrar essas questões às famílias brasileiras, pois muita gente vive isso em casa e vai se identificar. A série propõe uma discussão familiar e não um tratamento humorístico, debochado, equivocado. Há um respeito enorme pelo tema”, afirmou ele que teve a sua luta contra a dependência de drogas e álcool inteiramente acompanhada pela mídia.

O famoso ainda comentou sobre o cuidado que a equipe do seriado teve na pré-produção. “A direção e a produção pesquisaram muito. Na nossa preparação, trouxemos pessoas, eu sugeri gente engajada no tema, que trabalha com redução de danos e outras políticas. Espero que gere discussões entre gestores públicos de saúde.”

“Há situações de tortura, violência sexual e até uso de drogas em algumas dessas clínicas. Acho que vai provocar uma reflexão sobre internação compulsória e sobre como a sociedade precisa discutir o tema de forma respeitosa”, acrescentou.

Assunção ainda explicou como a sua experiência de vida serviu para compor o personagem. “Já convivi com todo tipo de gente. Já tive momentos extraordinários na profissão, como também compartilhei com pessoas que estavam com suas vidas fragmentadas. Me incluo nisso. Não vejo problema em temos nossas dificuldades. Temos que encontrar caminhos para vencê-las, e a sociedade deve apoiar e não jogar para baixo. O que carrego de coisas pessoais para a série é a compreensão que tenho hoje”, analisou.

“Fiz parte de um grupo que estava montando um programa de gestão pública de saúde, junto com psiquiatras, médicos,  gestores. Estava lá dando algum tipo de contribuição. Trago a compreensão diferente de quem nunca viveu ou que vive e nega por medo de ser julgado, criticado, apedrejado. Trago a verdade do meu personagem, que eu pude ver em mim e em outras pessoas”, completou.

 

Amante das diversas formas de expressão cultural. Viciado em séries, e sempre por dentro das últimas novidades do cinema. Ama dramas e sempre tenta dar uma oportunidade para as fantasias, distopias e os longas de ação e terror.

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