Filme brasileiro sobre racismo é selecionado para o Festival de Cannes; Confira a lista completa

Casa de Antiguidades (Imagem: Divulgação)

O filme Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda, e estrelado pelo ator Antônio Pitanga será o representante brasileiro no Festival de Cannes 2020. Junto do brasileiro, outras 56 produções de diversos lugares do mundo foram selecionadas. Este ano o Festival não terá sua edição presencial devido à pandemia de Covid-19, por isso não haverá premiações. Os organizadores ainda não definiram a data de realização do evento.

O longa-metragem de João Paulo Miranda mistura ação e critica social ao retratar um operário negro (Pitanga) lutando contra o racismo de uma cidade colonizada por austríacos no sul do Brasil. Filmada em 2017, a produção também esmiúça a polarização politica que culminou na eleição de Jair Bolsonaro no ano seguinte. 

Outro filme que chama atenção por sua representatividade é Soul, título de animação da Pixar, dirigido por Pete Docter (Divertida Mente) protagonizado por Jamie Foxx, o filme apresenta uma jornada pelo mundo das almas através da música. 

O festival também trará o novo filme de Wes Anderson, “The French Dispatch”, estrelado por Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray, entre outros.

Produções de diretores aclamados, como Steve McQueen, François Ozon, Naomi Kawase e Thomas Vinterberg, também foram selecionadas. Outro longa que também vai fazer parte do evento é Falling, que marca a estreia do ator Viggo Mortensen, de O Senhor dos Anéis, na direção.

Em 2020, o Festival de Cannes também vai contar com uma série de filmes produzidos por cineastas estreantes, sendo 15 no total, 26,7% de todo o catálogo. A iniciativa faz parte de uma promessa do diretor artístico Thierry Fremaux, que também cumpriu o fato de selecionar mais produtos dirigidos por mulheres, são 16 (28,5%), dois a mais que no ano passado.

Confira a lista completa dos selecionados:

“Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda (Brasil)

“The French Dispatch”, de Wes Anderson (EUA); “Soul”, de Pete Docter (EUA):

“Summer 85”, de Francois Ozon (França);

“Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão);

“Lover’s Rock”, de Steve McQueen (Reino Unido);

“Mangrove”, de Steve McQueen (Reino Unido);

“Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca);

“DNA”, de Maïwenn (Algéria/França);

“Falling”, de Viggo Mortensen (EUA);

“Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido);

“Sweat”, de Magnus von Horn (Suécia);

“Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante (Canadá);

“Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido);

“Peninsula”, de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul);

“Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz (Líbano);

“Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA);

“Aya To Majo”, de Goro Miyazaki (Japão);

“Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo (Coreia do Sul);

“Last Words”, de Jonathan Nossiter (EUA) “Des Hommes”, de Lucas Belvaux (Bélgica);

“Passion Simple”, de Danielle Arbid (Líbano);

“A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar (França);

“The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret (França);

“John and the Hole”, de Pascual Sisto (EUA) “Here We Are”, de Nir Bergman (Israel);

“Rouge”, de Farid Bentoumi (França);

“Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma (França);

“Une Medicine De Nuit”, de Elie Wajeman (França);

“Enfant Terrible”, de Oskar Roehler (França);

“Pleasure” de Ninja Thyberg (Suécia) “Slalom”, de Charléne Flavier (França);

“Slalom”, de Charléne Flavier (França);

“Ibrahim”, de Samuel Gueismi (França);

“Gagarine”, de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia);

“16 Printemps”, de Suzanne Lindon (França);

“Vaurien”, de Peter Dourountzis (França);

“Garçon Chiffon”, de Nicolas Maury (França);

“Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan (Armênia);

“On the Route for the Billion”, de Dieudo Hamadi (Congo);

“9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne (França);

“Antoinette in the Cévènnes”, de Caroline Vignal (França);

“Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès (França);

“Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol (França);

“Les Discours”, de Laurent Tirard (França);

“L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte (França);

“Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca);

“Septet: The Story of Hong Kong”, de Ann Hui, Johnnie To, Hark Tsui, Sammo Hung, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong);

“El Olvido Que Seremos”, de Fernando Trueba (Espanha);

“In the Dust”, de Sharunas Bartas (Lituânia);

“The Real Thing”, de Kôji Fukada (Japão);

“Souad”, de Ayten Amin (Egito);

“February”, de Kamen Kalev (Bulgária);

“Beginning”, de Déa Kulumbegashvili (Grécia);

“Striding Into the Wind”, de Shujun Wei (China);

“The Death of Cinema and My Father Too”, de Dani Rosenberg (Israel);

“Josep”, de Aurel (França);